18:16 22 Outubro 2020
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    Respondendo à uma pergunta da Sputnik sobre por que é que a OTAN está considerando a Rússia como ameaça pior do que o Daesh, o secretário-geral da OTAN disse que a OTAN não procura a confrontação. No entanto, cada vez mais tropas vão sendo estacionadas perto da Rússia.

    Na segunda-feira, Sputnik tweeteou a resposta do secretário-geral da OTAN à questão por que é que a OTAN está interessada em classificar a Rússia como ameaça, em vez de se focar nas questões da segurança da Europa. 

    Supreendentemente, Stoltenberg disse que "nos não procuramos a confrontação, mas vamos defender nossos aliados. Trabalhamos para o diálogo com a Rússia". 

    Jens Stoltenberg's conversation with Sputnik.
    © Foto / Screenshot/sputnik twitter
    Jens Stoltenberg's conversation with Sputnik.

    Entretanto, por razões diversas, os observadores russos não parecem estar absolutamente convencidos das intenções pacíficas da aliança.

    Assim, comentando os resultados da cúpula da OTAN realizada na semana passada, o chefe da Comissão dos Negócios Estrangeiros da Duma de Estado, Konstantin Kossatchev, comunicou na sua página oficial do Facebook que "é improvável que a decisão da OTAN de destacar 4 batalhões para a Polônia e países do Báltico altere as nossas relações [para melhor]".

    O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev classificou as recentes ações da OTAN como a preparação para uma guerra contra a Rússia. Em declarações ao Rádio Echo Moskvy (Eco de Moscou) ele disse que "a retórica da aliança em Varsóvia soa quase como uma declaração de guerra contra a Rússia. Eles falam sobre a defesa, mas atualmente estão se preparando para uma ofensiva".

    ​O analista militar Aleksandr Perendziyev refere a dualidade de padrões da OTAN. Por um lado, a aliança classifica a Rússia como uma ameaça direta, tal como o Daesh. Por outro lado, ela não classifica abertamente a Rússia como inimigo. 

    "Os atentados em Bruxelas e Paris relevaram a impotência absoluta da OTAN no que toca ao terrorismo", diz o analista. "Eles vão continuar demonstrando fraqueza nesta área no futuro. É mais conveniente para eles falar sobre a aliança se opondo à Rússia", acrescentou ele. 

    Em janeiro de 2015, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, confirmou os planos de criação de postos de comando e de forças de reação rápida em seis países da Europa Oriental (Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Polônia e Bulgária).

    Segundo Stoltenberg, o "conceito estratégico" de sua organização não sofreu mudanças em relação à Rússia. Ele ressaltou que a OTAN não busca "um confronto" nem pretende fomentar "uma nova corrida armamentista".

    A OTAN tem afirmado várias vezes sobre a intenção de deslocar suas tropas na Europa Oriental. Por sua vez, Moscou expressou o descontentamento com as iniciativas da Aliança destinadas ao aumento da presença militar na fronteira com a Rússia, e afirmou que tais ações são uma ameaça aos seus interesses e segurança nacional.

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    reações, comentário, políticos, opinião, relações, resposta, ameaça, OTAN, Jens Stoltenberg, Rússia
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