02:44 26 Setembro 2017
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    Líder norte-coreano Kim Jong Un em Pyongyang (dezembro de 2015)

    Coreia do Norte tratará EUA 'conforme as leis da guerra'

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    A Coreia do Norte anunciou sua intenção de dialogar com os Estados Unidos sob as regras do tempo de guerra, inclusive sobre o destino dos cidadãos norte-americanos presos e condenados por Pyongyang, conforme relatado pela Agência de Notícias Central Coreana.

    Atualmente não há relações diplomáticas entre a Coreia do Norte e os EUA. O único canal de diálogo tem sido a representação de Pyongyang na ONU, também conhecida como “canal de Nova York”. Nesta segunda-feira (11), a Coreia do Norte também ameaçou cortar esse canal.

    "A Coreia do Norte informou os EUA que este último deverá assumir a responsabilidade por todos os eventos horríveis que podem ocorrer no futuro", diz o comunicado da agência de notícias norte-coreana.

    Na última quarta-feira (6), os EUA introduziram sanções unilaterais contra altos funcionários norte-coreanos, incluindo o líder do país, Kim Jong-un, alegando "abusos infames de direitos humanos" e afirmando que o governo do país asiático inflige “uma crueldade intolerável para milhões de cidadãos, incluindo assassinatos extrajudiciais, trabalhos forçados e tortura".

    Pyongyang qualificou a iniciativa dos EUA como uma "declaração de guerra" e um "ato hostil sem precedentes", motivado por “medo e pânico” oriundos do “rápido desenvolvimento das forças de dissuasão nuclear de longo alcance" na Coreia do Norte.

    Em abril, o cidadão norte-americano Kim Dong Chul, de 62 anos, foi condenado a 10 anos de prisão na Coreia do Norte por um suposto crime relacionado a espionagem. No mês anterior, o turista norte-americano Otto Warmbier, de 21 anos, foi condenado a quinze anos de trabalhos forçados por roubar um cartaz com um slogan político do hotel onde estava hospedado em Pyongyang.

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    Tags:
    declaração de guerra, dissuasão nuclear, prisão, tortura, trabalhos forçados, direitos humanos, sanções, Otto Warmbier, Kim Dong Chul, Kim Jong-un, Nova York, Pyongyang, EUA, Coreia do Norte
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