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    Atentado em Istambul (12)
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    Ahmed Chataev, que provavelmente pode estar ligado ao último atentado em Istambul (28 de junho), esteve preso na Geórgia, mas foi libertado em 2012.

    Após os atentados no aeroporto internacional de Istambul, a Geórgia está no centro de um escândalo. O possível organizador dos atentados e cidadão da Rússia Ahmed Chataev cumpria prisão preventiva na Geórgia, mas foi absolvido e liberado no ano de 2012.

    O chefe do Comitê para segurança e defesa Irakly Sesiashvili declarou que Chataev tinha cidadania georgiana e trabalhou durante o governo do terceiro presidente da Geórgia Mikheil Saakashvili.

    Se isso é verdade, neste momento, ainda é desconhecido. A Promotoria da Geórgia ainda não sabe se vai começar a investigação sobre as ligações entre Chataev e Mikheil Saakashvili.

    O próprio Mikheil Saakashvili chama Chataev de terrorista e acusa o governo de coalizão Sonho georgiano pela sua libertação.

    O nome de Ahmed Chataev foi ouvido pela primeira vez na Geórgia quando se tornou conhecida a última grande operação do governo de Mikheil Saakashvili.

    Ahmed Chataev participou na operação de resgate de reféns na Geórgia no verão de 2012 e foi um dos que conduziu as negociações para a liberação de um grupo de reféns.

    Como afirmou o chefe de informações do departamento de análise da Geórgia, Shota Utiashvili, durante as negociações Chataev passou para o lado dos militantes, durante o tiroteio foi ferido numa perna e desapareceu na floresta.

    Ahmed Chataev foi detido no dia 8 de setembro. Foi acusado de posse ilegal, armazenamento e venda de dispositivo explosivo e enviado para prisão preventiva por dois meses e neste período teve o pé esquerdo amputado.

    Um mês mais tarde, após a prisão de Ahmed Chataev na Geórgia, o poder mudou e Mikheil Saakashvili foi substituído pelo bilionário georgiano Bidzina Ivanishvili e sua coligação Sonho georgiano. O novo poder, após a tomada de posse, começou logo corrigindo os erros do governo anterior. Foram revistas muitas coisas, incluindo o caso de Ahmed Chataev.

    No dia 5 de dezembro de 2012, Chataev foi posto em liberdade sob fiança e, no dia 18 de janeiro, foi absolvido por sentença da Promotoria Geral. Em 2014, deixou finalmente o país e, de acordo com os dados existentes, aderiu à organização terrorista Estado Islâmico (conhecido com Daesh, proibido na Rússia).

    Em 2015, conforme decisão da ONU, Chataev foi reconhecido como terrorista e foi incluído na lista das pessoas ligadas aos grupos terroristas. No mesmo ano, por motivo da ligação com o Daesh, Chataev foi incluído na lista de sanções dos Estados Unidos.

    Depois do atentado terrorista no aeroporto internacional de Istambul, a questão da responsabilidade da Geórgia pela absolvição de Chataev, voltou a ser de novo atual.

    No entanto, as autoridades da Geórgia não querem falar da culpa de Chataev até que o inquérito seja concluído.

    “O inquérito ao atentado de Istambul ainda não foi concluído, portanto as especulações que o organizador tenha sido o cidadão de Chechênia Ahmed Chataev não são admissíveis”, disse o premiê georgiano, Georgy Kvirikashvili.

    O titular do Ministério da Justiça Teya Tsulukiani, ainda antes de concluído o inquérito na Turquia, afirmou que esteve contra a liberação de Chataev, que há quatro anos foi detido na Geórgia.

    Ao mesmo tempo, o chefe do Comitê para segurança e defesa Irakly Sesiashvili justificou a liberação de Chataev e a recusa de o extraditar para a Rússia com o fato de Chataev ser cidadão da Geórgia. Sesiashvili também declarou que o governo não disponha de informações de que Chataev era terrorista.

    O advogado de Chataev, Nino Andriashvili, que se ocupava do caso dele, nega o fato de Chataev ter cidadania georgiana.

    As três explosões aconteceram na entrada, saída e no estacionamento do terminal internacional do aeroporto Ataturk, em Istambul, no dia 28 de junho. Foram mortas 44 pessoas e 239 ficaram feridas, pelo menos quatro pessoas participaram dos atentados.

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    Tags:
    Geórgia, Turquia, Istambul, Mikhail Saakashvili, atentado, terrorista, agentes secretos, prisão, escândalo
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