07:23 08 Abril 2020
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    A Aliança Atlântica se esforça ao máximo para fortalecer suas capacidades militares na Europa Oriental e nos Países Bálticos, com três grandes jogos de guerra em junho. A Rússia entende esta atividade da OTAN mais como uma "dor de cabeça", que distrai o país dos desafios reais, afirmou o especialista militar Ilya Kramnik.

    A resposta russa se manteve em grande parte no nível de "pré-crise", escreveu o analista para o site de notícias Lenta.ru. A crise, neste caso, se referindo às tensões entre Moscou e o Ocidente provocadas pela eclosão da guerra civil ucraniana e pela reunificação da Crimeia com a Rússia.

    As movimentações da Rússia nos últimos dois anos "mostram claramente" quais são as prioridades do país. Moscou tem estado focada em áreas do sul e sudeste – no caso de se acender um conflito na Ucrânia, no Cáucaso ou na Ásia Central. Para não mencionar que a Rússia realiza missões de combate na Síria.

    "Neste contexto, o impasse com a OTAN é visto como uma dor de cabeça que exige esforços extremamente caros e demorados que retiram recursos às tarefas prioritárias", observou o analista.

    Entretanto, a Aliança Atlântica está envolvida em três exercícios militares de grande escala perto das fronteiras russas. Estes incluem o Baltops (com a participação de 6 mil soldados de 17 países), o Saber Strike e o Anakonda.

    No total, 10 mil soldados participam no Saber Strike 2016, dirigido pelos EUA, enquanto o Anakonda polonês envolveu mais de 25 mil militares de 24 Estados.

    Na opinião de Kramnik, os exercícios militares da OTAN no Báltico "não criam novas ameaças" a Moscou. No entanto, a estratégia global do bloco, incluindo sua decisão mais recente de enviar tropas adicionais para perto das fronteiras russas, " nada faz para promover a segurança na região".

    A OTAN planeja instalar rotativamente quatro batalhões multinacionais na Lituânia, Letônia, Estônia e Polônia. O Reino Unido, responsável por equipar um batalhão quadro, quer enviar sua força no início de 2017.

    Este passo será formalmente aprovado na cúpula da OTAN em Varsóvia, prevista ser realizada no próximo mês. Será, de acordo com funcionários da OTAN, uma das várias medidas destinadas a reforçar a defesa coletiva do bloco contra múltiplas ameaças. A Rússia “agressiva” e “renascida”, como os EUA e a Europa a descrevem, é vista como uma delas, embora Moscou diga repetidamente que não representa uma ameaça para seus vizinhos e outros países.

    Kramnik discorda. Em sua opinião, a movimentação da OTAN não está ligada a quaisquer preocupações reais de segurança da região.

    "Os Estados Bálticos e a Polônia querem preservar uma imagem da Rússia como de um inimigo", explicou o analista.

    Na semana passada, o ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, advertiu que os exercícios de guerra do bloco são prejudiciais para a segurança regional e para as relações com Rússia.

    Tags:
    exercícios militares, OTAN, Países Bálticos, Europa Oriental, Polônia, Estônia, Ocidente, Rússia
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