18:42 03 Abril 2020
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    A questão do prolongamento das sanções econômicas contra a Rússia divide as opiniões na União Europeia.

    A Grã-Bretanha chama a seguir uma posição dura em relação a Moscou, enquanto a Eslováquia afirma que as sanções são ineficazes. Por sua vez, o chanceler eslovaco Miroslav Lajcak disse que a UE não deve ignorar o desejo de alguns países europeus de rever a política de Bruxelas em relação a Moscou.

    Lajcak sublinhou que o diálogo construtivo na Europa é necessário porque há uma "demanda crescente de discussão política" sobre as sanções contra a Rússia. Ele acrescentou que países como Itália, Bulgária e Grécia estão interessados em abrandar as restrições.

    "Eu não peço a abolição das sanções. Mas o que eu não quero ver é que nós formalmente mantemos as sanções, somos a favor das sanções, mas todo o mundo está assinando grandes negócios com a Rússia, visitando, conhecendo pessoas que estão na lista negra", disse Lajcak citado pela agência Reuters.

    No entanto, de acordo com o chanceler britânico Philip Hammond, as sanções não serão levantadas até que os acordos de Minsk sejam totalmente implementados.

    "Se você quer um abrandamento das sanções, cumpra os acordos em Minsk, e não só alguns deles <…>. Os russos estão jogando um jogo, sinceramente é um jogo de dividir para conquistar, tendo como alvo aqueles que têm a intenção de falar sobre o abrandamento das sanções, fazendo pressão sobre eles. É um grande erro", disse ele.

    Os representantes permanentes dos 28 Estados membros da UE decidiram hoje (21) em Bruxelas prolongar as sanções económicas contra a Rússia por mais seis meses, até ao final de Janeiro de 2017, relata a agência AFP.

    Esta decisão entrará em vigor na sexta-feira, 24 de junho, se não houver qualquer objeção por parte da França. No início de junho, o Senado francês aprovou por maioria uma resolução recomendando o abrandamento do regime de sanções contra a Rússia. Os autores apelaram ao Governo da França para este insistir, durante a discussão do tema em Bruxelas, no abrandamento do regime de sanções à medida do cumprimento dos acordos de Minsk.

    Ao mesmo tempo, a França reafirmou o seu compromisso de manter as sanções até que os acordos de Minsk sejam implementados. No entanto, Paris quer que os líderes da UE também busquem uma aproximação com Moscou.

    Após o referendo de reunificação da Crimeia com a Rússia em 2014, os EUA e a UE impuseram sanções contra Moscou, incluindo restrições econômicas. Em agosto de 2014, Moscou respondeu com um embargo sobre as importações de produtos alimentares provenientes desses países.

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    Tags:
    economia, sanções, Philip Hammond, Rússia, Crimeia, Grã-Bretanha, União Europeia
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