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    Com a publicação neste sábado (18) no Jornal Oficial da União Europeia entrou em vigor a decisão que prolonga por um ano, até o dia 23 de junho de 2017, as sanções contra a Crimeia.

    No comunicado é indicado que as restrições devem ser obrigatoriamente cumpridas pelos cidadãos da UE e pelas pessoas jurídicas com sede na UE. "São limitadas ao território da Crimeia e da cidade de Sevastopol" se diz no comunicado.

    As restrições, impostas pela primeira vez em junho de 2014, proíbem às empresas e aos residentes da UE investir na economia da Crimeia, exportar para esta península um número considerável de produtos comunitários e importar de lá mercadorias que não tenham certificados ucranianos.

    A Crimeia voltou a ser parte da Rússia após celebrar em março de 2014 um referendo em que a maioria esmagadora dos eleitores, mais de 96 por cento, atestaram esta opção.

    As autoridades da Crimeia convocaram o referendo na sequência da mudança violenta de governo na Ucrânia, onde subiram ao poder políticos que simpatizam com forças marcadamente nacionalistas e até russófobas.

    A Ucrânia considera que a Crimeia é o seu território está sob "ocupação temporária". Os países ocidentais também qualificam este evento como "anexação ilegal" e aprovaram a série de sanções contra os cidadãos, empresas e setores inteiros da economia russa. Moscou respondeu com contramedidas.

    A chancelaria russa disse em repetidas ocasiões que os moradores da Crimeia votaram democraticamente e em plena conformidade com o direito internacional e a Carta da Organização das Nações Unidas pela reunificação com a Rússia, que respeita e aceita esta decisão.

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    Tags:
    restrições, prolongamento, sanções, União Europeia, ONU, Crimeia
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