07:57 21 Janeiro 2020
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    Brexit: reações e consequências (121)
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    O assassinato de uma deputada inglesa do Partido Trabalhista não augura nada de bom para a campanha do referendo sobre a questão do Brexit (saída do Reino Unido da UE) e mostra o descontentamento dos cidadãos em relação ao Governo do Reino Unido.

    A deputada trabalhista do parlamento britânico Helen Joanne Cox ("Jo" Cox) foi baleada e esfaqueada no condado de West Yorkshire na quinta-feira por um presumível apoiante do Brexit, Tommy Mair, o que levou à suspensão de ambas as campanhas 'a favor' e 'contra' nas vésperas do referendo do dia 23 de junho.

    É pouco claro se o referendo foi ou não o motivo principal do assassinato, visto que o homem terá problemas mentais. No entanto, o incidente deu uma nova dimensão ao controverso debate, que tem dividido as opiniões no Reino Unido.

    "Nós paramos todas as ações de campanha durante este dia", escreveu o representante oficial de campanha do 'não' no seu Twitter logo depois do incidente. "Os nossos pensamentos estão com Jo Cox e sua família".

    A companha 'a favor' do Brexit também parou temporariamente. Os analistas acreditam que o assassinato pode aumentar a simpatia dos eleitores pelo campo pró-europeu.

    A pausa na campanha está favorecendo os adversários do Brexit, disse Lyudmila Babynina, chefe do Centro de Integração Política da UE do Instituto da Europa (Academia das Ciências da Rússia).

    "É difícil dar uma resposta definitiva, mas parece-me que esta 'pausa' favorece os apoiantes da permanência da Grã-Bretanha na UE. Isto, em primeiro lugar, porque a deputada assassinada segue estas ideias e, em segundo, porque a campanha contra a saída apela às emoções, e a do Brexit apela à argumentação e à razão", disse Babynina.

    No início desta semana, várias pesquisas, incluindo uma que posteriormente se verificou ser uma brincadeira, indicam que o Brexit tem mais apoio que a permanência do país na UE.

    A especialista está convencida de que sem um "recheio emocional" a companha dos apoiantes do Brexit "não será tão eficaz e ativa". "Portanto, é possível que a ausência de uma atividade permanente dê alguma contribuição, as pessoas param, pensam em silêncio – e o número de apoiantes da permanência [do Reino Unido na UE] continuará aumentando", disse Babynina.

    O referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE será realizado em 23 de junho. Conforme as pesquisas, o número de apoiantes e de adversários da permanência do Reino Unido na União Europeia é praticamente igual.

    Tema:
    Brexit: reações e consequências (121)

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    Tags:
    referendo, Brexit, assassinato, Parlamento, Jo Cox, União Europeia, Grã-Bretanha
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