13:44 25 Setembro 2017
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    Presidente da Rússia com o seu homólogo iraniano Hassan Rouhani

    Relações entre Teerã e Moscou são uma 'parceria benéfica para ambas as partes'

    © Sputnik/ Sergey Guneev
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    A intenção da Rússia de conceder um empréstimo de 2,5 bilhões de euros para o Irã indica que mesmo as sanções antirrussas não conseguem impedir Moscou de expandir as suas relações económicas com o seu parceiro do sul, afirma Omid Shokri Kalehsar, um especialista em energia iraniano, em declarações à Sputnik.

    Em entrevista com a Sputnik, Omid Shokri Kalehsar elogiou a Rússia por conceder ao Irã um empréstimo de 2,5 mil milhões de euros, que segundo ele reflete a vontade de Moscou de reforçar as relações econômicas com Teerã, frente às sanções antirrussas.

    A entrevista foi publicada poucos dias depois de o vice-ministro das Finanças da Rússia Sergei Storchak ter dito que Moscou está pronto para emprestar a Teerã até 2,5 bilhões de euros para projetos de infraestrutura.

    Kalehsar destacou que Moscou está atualmente construindo uma ponte para ligar a Península da Crimeia com a Rússia continental, um projeto de 4,5 bilhões de dólares, que está sendo implementado não obstante as sanções que a UE, os EUA e outros países impuseram à Rússia.

    "Mas, apesar disso, a Rússia está pronta para tomar as decisões mais difíceis e importantes, incluindo no que se refere à questão da concessão de um grande empréstimo ao Irã. Em qualquer caso, tudo é baseado em uma parceria benéfica para ambas as partes", disse Kalehsar.

    Ele acrescentou que o crédito de 2,5 bilhões de euros é um sinal de que a Rússia e o Irã pretendem desenvolver os seus laços económicos.

    "Muitos gigantes energéticos russos, como a Lukoil, Gazprom e Rosatom estão retornando ao mercado iraniano para prosseguir a cooperação bilateral no sector da energia. Neste momento, os lados estão negociando uma série de novos grandes contratos", disse ele.

    Kalehsar também apontou o fato de que mesmo as sanções internacionais contra Teerã não conseguiram impedir a Rússia e o Irã de desenvolverem uma plena parceria económica.

    Grandes empresas russas que, na época, estiveram envolvidas na implementação de projetos de grande escala no setor energético do Irã fizeram o seu melhor para cumprir as suas promessas e executar a infraestrutura dos projetos, considera Kalehsar.

    Desde 2014, a União Europeia, os Estados Unidos e seus aliados impuseram sanções contra a Rússia e acusaram o Kremlin de interferir no conflito da Ucrânia — algo que Moscou tinha negado repetidamente.

    No fim deste junho, os líderes da UE vão negociar o possível prolongamento das sanções na cúpula em Bruxelas.

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    Tags:
    economia mundial, relações econômicas, parceria, Rosatom, Lukoil, Gazprom, Rússia, Irã
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