16:57 31 Julho 2021
Ouvir Rádio
    Mundo
    URL curta
    3019
    Nos siga no

    Como parte das sanções ocidentais, a rede social Facebook bloqueou as páginas empresariais dos habitantes da Crimeia.

    Os analistas de marketing da península prometeram encontrar uma possibilidade para ajudar os usuários a contornar as sanções e devolver o controle de suas páginas na rede social até o início da semana que vem.

    De acordo com a vice-presidente da Associação de pequenos hotéis da Crimeia, Natalia Prachuk, o Facebook, no final das contas, decidiu sancionar a península.

    "Seu fundador, Mark Zuckerberg, declarou sua intenção de bloquear as páginas das entidades peninsulares em fevereiro de 2015, mas fê-lo apenas no início deste verão", afirmou Prachuk, citada pela RIA Novosti.

    Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook
    © AFP 2021 / Money SHARMA
    Mark Zuckerberg, cofundador do Facebook

    Embora os serviços do Facebook sejam usados ativamente por um grande segmento do mercado da Crimeia, de acordo com Pinchuk, não aconteceu nada de critico, porque ainda tem outras redes sociais onde os empresários podem promover seus produtos.

    "No geral, a situação não é fatal. Se houver necessidade, o povo da Crimeia pode encontrar uma saída e seguir em frente. Ainda funciona a publicidade em sites como o VKontakte e yandex.direct", acrescentou ela.

    Em fevereiro de 2014, um golpe de Estado em Kiev promoveu a troca de poder na Ucrânia. As novas autoridades adotaram uma política de caráter nacionalista e totalmente voltada para o Ocidente, ameaçando restringir uma série de direitos e liberdades das populações de origem russa do país. Preocupados com as consequências desta nova ordem, os habitantes da Crimeia, russos em sua grande maioria, optaram por se separar da Ucrânia através de um referendo realizado em março de 2014. Mais de 96% dos habitantes da península apoiaram a sua reintegração com a Rússia. O Ocidente chamou a votação de "anexação". Moscou declarou que o referendo foi realizado em plena conformidade com o direito internacional.

    O governo da Ucrânia continua considerando a Crimeia como um território nacional temporariamente ocupado por forças estrangeiras. A autodeterminação da população da península tampouco foi reconhecida pelos países ocidentais, muitos dos quais adotaram sanções contra a Rússia.

    As autoridades russas, por sua vez, já declararam em diversas ocasiões que qualquer discussão sobre o novo estatuto da Crimeia está totalmente fora de questão.

    Mais:

    Facebook russo nega vazamento de dados de 100 milhões de usuários
    Microsoft e Facebook construirão cabo submarino transatlântico
    Dilma e Gabas falam no Facebook sobre previdência social: envie sua pergunta
    Tags:
    Rússia, Ucrânia, Crimeia, EUA, Mark Zuckerberg, Facebook, rede social, bloqueio, páginas, publicidade
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar