11:14 13 Dezembro 2019
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    'Mídias alternativas precisam se unir para enfrentar a guerra informativa do Ocidente'

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    O jornalista e repórter venezuelano do canal de televisão Telesur, Rolando Segura, contou em entrevista exclusiva à Sputnik como o Ocidente conduz suas guerras midiáticas para promover mudanças políticas em outros países. Na sua opinião, Rússia e Venezuela já são os novos alvos dessa prática perversa.

    A conversa com Rolando Segura aconteceu nesta segunda-feira (6) em Moscou, durante o fórum internacional de mídias "Nova Época do Jornalismo: a Despedida do Mainstream", organizado pelo grupo de comunicação Rossia Segodnya.

    "Há tempos o Ocidente vem usando as mídias como um instrumento para alcançar seus objetivos geopolíticos. Existem vários exemplos disso. Em particular, citaria o papel da imprensa ocidental na derrubada do líder líbio Muammar Kadhafi. Trabalhei como correspondente naquele país e vi tudo com os próprios olhos. Os jornais e a televisão falavam em tempo integral sonre a necessidade de uma "intervenção humanitária" na Líbia, para alegadamente proteger a população civil do sanguinário ditador. A "missão humanitária" consistia em ataques com mísses, que, segundo diversas fontes, deixaram entre 30 e 100 mil mortos. As mesmas mídias que acusando Kadhafi sem parar de seus pecados mortais não disseram uma palavra sequer sobre os bombardeios do Ocidente a hospitais, escolas, casas e instalações de água e eletricidade" – diz Rolando Segura.

    Além disso, ele explicou que as mídias líbias também foram fisicamente desmanteladas, tendo a sua infraestrutura destruída, e a população líbia foi desprovida de uma cobertura oficial dos fatos. Dessa forma, estabeleceu-se um controle externo pleno sobre o espaço informativo daquele país.

    "É importante destacar que a mesma estratégia tem sido dirigida hoje a países como a Rússia e a Venezuela. As mídias americanas desenham quase que diariamente com tinta preta a situação interna do meu país, pedindo uma interferência externa 'em benefício do povo venezuelano'" – destaca o jornalista venezuelano.

    Nas suas opinião, as mídias que apresentam pontos de vista alternativos precisam se unir para enfrentar a guerra midiática do Ocidente.

    "Quero destacar que é preciso considerar seriamente os apelos feitos líderes ocidentais para impedir o trabalho de mídias como RT, Sputnik ou Telesur. Precisamos dar apoio uns aos outros para dificultar essa sua tarefa, que representa um flagrante ataque à liberdade de expressão" – conlui Rolando Segura.

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    Tags:
    guerra da informação, TeleSUR, Sputnik, Rolando Segura, Ocidente, Moscou
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