21:26 20 Agosto 2019
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    Soldados sírios nos arredores de Raqqa, Síria

    É tempo de libertar Raqqa: capital do Daesh 'será conquistada' pelas forças sírias

    © AFP 2019 / STRINGER
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    O Exército Sírio, apoiado pela Força Aérea russa e seus aliados locais, irá liberar a cidade de Raqqa, que foi transformada na capital do Daesh, disse a analista política Catherine Shakdam à Rádio Sputnik, sublinhando que a libertação de Palmira será um ponto de viragem na guerra e que mudará a situação a favor de Damasco.

    Combatentes das Forças Democráticas da Síria junto com um blindado
    © AFP 2019 / Delil Souleiman
    O destacamento Falcões do Deserto e o Exército sírio relataram que estão apenas a 11 milhas da cidade de al-Tabqa, onde fica uma barragem importante e uma base aérea estratégica, capturadas pelo Daesh em agosto de 2014. O Exército sírio está se movendo em direção às fortificações, disse um general de brigada sírio à Sputnik.

    Tudo começou em Palmira

    Esta ofensiva nunca aconteceria se a Rússia não tivesse oferecido sua assistência militar a Damasco em setembro de 2015. No final de março, forças sírias libertaram a cidade de Palmira, onde se encontram ruínas antigas de valor inestimável, destruídas parcialmente pelo Daesh que controlou a cidade durante dez meses.

    "Psicologicamente, Palmira foi imensa. Você pode ver hoje o resultado. Você o viu em Aleppo e agora em Raqqa. [As forças sírias] limparão esta província. A verdadeira capital do Daesh será conquistada e recuperada pelo Exército sírio", disse a diretora de programas para o Instituto Shafaqna de Estudos do Médio Oriente.

    A própria Shakdam deu várias estimativas de quando essa vitória poderia ter lugar.

    O Exército sírio poderá estar em grande vantagem em Raqqa "talvez até o final do Ramadã". O mês sagrado muçulmano vai acabar no início de julho. Na Síria "podemos ver grandes mudanças" em relação ao Daesh. O grupo "poderá estar literalmente em fuga" ou desaparecer completamente.

    Daesh está 'literalmente em fuga'

    Esse processo já começou. Na verdade, o grupo radical que ainda controla algumas partes da Síria e do Iraque está recuando há mais de um ano.

    "Eu acho que os militantes do Daesh estão realmente em fuga. As áreas que eles controlam diminuem muito rapidamente e o Exército Sírio se consolidou com ajuda dos russos e, claro, do Irã e do Hezbollah. Ele está conquistando e recuperando territórios", disse a analista.

    O Daesh, em sua opinião, se tornou uma sombra do que era anteriormente.

    A 'arma de guerra assimétrica' da Turquia

    Os últimos relatórios do Centro Russo Para Reconciliação Síria mostram que militantes da Frente al-Nusra ainda atravessam a fronteira para transportar recrutas, armas e outros recursos para o campo de batalha. Na sexta-feira, cerca de 200 combatentes da Frente al-Nusra atravessaram a fronteira da Síria a partir da Turquia, perto Beisun, e lançaram um ataque contra as forças do governo.

    O Daesh e outros grupos radicais, que tentam derrubar Bashar Assad, serão destruídos mais cedo, se não conseguirem receber ajuda do exterior. Países como a Turquia e a Arábia Saudita usam os terroristas para alcançar seus próprios fins geopolíticos, apontou a analista.

    "O problema é que existem Estados, como a Turquia, que usam o terrorismo como uma arma de guerra assimétrica. Eles tentam usá-lo como uma forma nova de imperialismo", disse ela. "A Turquia tentou transformar a Síria em mais uma província do império que Erdogan tenta reconstruir".

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    Tags:
    terroristas, libertação, Daesh, Hezbollah, Raqqa, Palmira, Oriente Médio, Síria, Rússia
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