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    'Angola está se transformando numa monarquia'

    © AFP 2019 / MICHAL CIZEK
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    O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, nomeou sua filha como presidente da petrolífera estatal Sonangol. Esse passo já provocou indignação, informou na sexta-feira (3) o jornal português Público.

    Agora, juristas desse país querem apurar se é possível anular a nomeação da filha do presidente, empresária e milionária Isabel dos Santos. Eles afirmam que a nomeação pode contradizer as normas existentes na legislação do país.

    O advogado David Mendes da associação Mãos Livres, que deu uma entrevista ao Público, disse que a hipótese de os seus esforços darem frutos é muito fraca, mas "pior é não tentarmos".

    Na opinião do advogado, este passo do presidente angolano indica que não quer manter o seu poder. O ativista de direitos humanos Rafael Marques, questionado pelo Público, afirmou que os atos do presidente serão um choque e são uma tentativa de instaurar uma monarquia no país.

    A discussão do assunto será realizada no âmbito do grupo de juristas já neste sábado (4).

    Há que dizer que a empresa Sonangol foi reestruturada com a participação ativa da filha do presidente. Terá um modo de governação diferente do que tinha antes. Agora terá um presidente do conselho de administração (PCA) e um presidente-executivo, segundo a publicação Económico. Isabel dos Santos desempenhará funções de presidente do CA (não executivo). Ela já anunciou as prioridades da empresa sob o seu comando, inclusive a baixa do preço do petróleo, o aumento de produtividade e a otimização de recursos.

    Isabel dos Santos é considerada a mulher mais rica de toda a África, possuindo ativos em muitas áreas como o setor bancário, as telecomunicações e empresas de energia.

    Tags:
    energia, petróleo, empresa, presidente, Sonangol, Angola
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