10:08 15 Dezembro 2017
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    Secretário-geral da ONU apoia a evacuação de civis de Debaltsevo

    Irá Ban Ki-moon salvar Coreia do Sul?

    © REUTERS/ Jorge Cabrera
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    Depois da derrota nas últimas eleições parlamentares os seguidores do partido de direita sul-coreano Saenuri olham o futuro com ansiedade, não esperando que as eleições presidenciais de dezembro de 2017 sejam boas para eles. Sua única esperança é o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon.

    Ultimamente, a liderança de direita considerava que a maioria da população estava satisfeita com a atual política do governo. No entanto, os resultados das eleições mostraram que não é assim. Além disso, a popularidade do partido no poder continua diminuindo. Os líderes das forças de direita começaram a pensar sobre o que empreender para permanecer no poder. 

    A Coreia do Sul é uma república presidencialista, por isso as eleições do chefe de Estado são muito importantes. No final de maio deste ano, Ban Ki-moon, o secretário-geral da ONU cujo mandato termina em pouco mais de seis meses, visitou sua terra natal para participar em um fórum internacional. Assim, a mídia sul-coreana está muito interessada nos planos para o futuro do principal diplomata do mundo. Ban Ki-moon deu a entender indiretamente por várias vezes que após o fim do seu mandato ele, provavelmente, iria disputar a presidência da Coreia do Sul. 

    ​A agência Sputnik colocou a questão sobre o possível futuro de Ban Ki-moon ao ex-diplomata russo Georgy Toloraia que conhece o atual chefe da ONU dos tempos em que Ban Ki-moon trabalhava no Ministério das Relações Exteriores sul-coreano.

    “Na verdade, durante uma visita à Coréia do Sul Ban Ki-moon já tinha refutado estes rumores. E isso está claro, porque é cedo para dizer qualquer coisa definitiva e começar a campanha eleitoral, para depois não decepcionar os eleitores. As eleições presidenciais serão realizadas dentro de mais de um ano. Mas é verdade, ele tem o desejo de cumprir essa ambição. E, na ausência de candidatos mais ou menos bons no partido Saenuri, Ban Ki-moon realmente poderia se tornar no presidenciável do partido”, afirmou.

    De qualquer forma, nos últimos meses na Coreia do Sul muitos têm considerado que o secretário-geral da ONU, mesmo através da sua decisão de participar ou não na corrida eleitoral, poderá determinar o resultado das próximas eleições.

    “Ban Ki-moon é um homem cauteloso, por isso muitos na Coreia do Sul esperam que ele realize uma política bem equilibrada e pacífica”, disse Georgy Toloraia, acrescentando que “o país durante esse período vai descansar um pouco dos experimentos com política externa, o que em consequência pode melhorar a situação econômica no país. Assim, a candidatura de Ban Ki-moon para o partido no poder, na verdade, não seria uma má opção. Além disso, atualmente não existe uma candidatura melhor no horizonte. Mas o principal argumento é que essa pessoa não será, pelo menos, rejeitada pela oposição. Embora, claro, os membros da oposição vão encontrar algo para o criticar.  No entanto, se espera que o caso de Ban Ki-moon não vá ter escândalos. Na Coreia do Sul, o principal instrumento na corrida eleitoral são os escândalos de corrupção, mas Ban Ki-moon não está envolvido neles”.

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    Tags:
    candidatura, política externa, secretário-geral, presidência, diplomacia, eleições presidenciais, corrida presidencial, ONU, Ban Ki-moon, Coreia do Sul
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