OTAN quer começar investigação em Portugal

© AP Photo / Steven GovernoJens Stoltenberg discursa depois das manobras Trident Juncture em 5 de novembro de 2015 em Lisboa
Jens Stoltenberg discursa depois das manobras Trident Juncture em 5 de novembro de 2015 em Lisboa - Sputnik Brasil
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O motivo para investigação é o caso do espião português detido na Itália na semana passada. A operação foi ordenada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e executada pela Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) da PJ (Polícia Judiciaria).

A OTAN pretende examinar as condições que permitiram a Frederico Carvalhão Gil obter documentos ultrassecretos da Aliança. Os representantes do seu serviço de imprensa recusaram comentar o assunto.

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Frederico Carvalhão Gil é suspeito de ter ligações com países de fora da Aliança e, além disso, há uma opinião que ele possa ter entregue dados secretos à Rússia. O processo começará logo depois ele ser extraditado para Portugal. 

"É de uma enorme gravidade”, é como comentam os serviços de segurança as fugas de documentos da OTAN que poderiam ter caído na mãos da Inteligência russa. Entre os documentos há alguns classificados como "secretos" e "muito secretos". Como revela o Diário de Notícias, segundo explica o regulamento que define as regras de segurança da organização, a "divulgação não autorizada" de matérias desta natureza "pode resultar em resultados excecionalmente graves para a OTAN".

No âmbito da situação mundial atual, Portugal pode enfrentar alguns problemas. O presidente da Assembleia Parlamentar da OTAN, Michael Turner, disse na segunda-feira (30) que a Aliança precisa de "uma estratégia para assegurar que a renovada agressividade da Rússia tenha um preço e que agressão futura seja detida". Ele prosseguiu qualificando esta detenção como 'a missão principal e essencial da OTAN" no momento.

O DN cita um especialista em informações classificadas:

"O principal objetivo será avaliar, em conjunto com as entidades destinatárias, no caso os serviços de informações portugueses, as vulnerabilidades que conduziram à fuga e encontrar soluções para evitar que torne a acontecer".

Também a edição portuguesa cita o primeiro-ministro do país, Antônio Costa: 

"Não há motivo para preocupação sobre o nível de segurança e a qualidade dos serviços de informações." Ele acrescentou que Carvalhão Gil foi um "caso isolado" e que "uma andorinha não faz a primavera".

O caso será investigado muito cuidadosamente, conforme todas as regras previstas nas normas da organização. O Gabinete de Segurança Nacional (GSN) será o responsável pela execução da investigação. É o órgão responsável em Portugal pela salvaguarda da matéria classificada das organizações internacionais e é chefiado pelo almirante José Torres Sobral, que, de acordo com o DN, criou mais inimigos do que amigos — sobretudo entre governantes — por, simplesmente, exigir que as regras de segurança em matérias sensíveis sejam cumpridas sem exceção. É ao GNS que chegam grande parte das informações classificadas sobre matérias de segurança e defesa das organizações internacionais, como a OTAN e a União Europeia.

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