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    Barack Obama e Shinzo Abe durante evento solene em Hiroshima em 27 de maio de 2016

    Japão e EUA querem 'juntar os esforços' para evitar novo horror

    © AFP 2019 / JIM WATSON
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    São os EUA e o Japão os que devem assegurar que a horrível experiência de Hiroshima e Nagasaki não se repita, declarou o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

    O chefe do governo do Japão fez esta afirmação, que chega a ser humilde, nesta sexta-feira, durante a histórica visita do presidente norte-americano ao seu país.

    "O nosso dever e a nossa responsabilidade consistem em não permitir a repetição de nada semelhante em nenhuma parte do mundo e em transmitir este sentimento [a outras gerações]", disse Abe durante a cerimônia de homenagem às vítimas do bombardeio nuclear de Hiroshima, no Parque da Paz, 61 ano depois do trágico acontecimento.

    Barack Obama também estava presente durante a cerimônia.

    Shinzo Abe afirmou que espera por um mundo sem armamentos nucleares, afirmando que "por largo e difícil que seja este camino, é preciso o percorrer".

    "O Japão e os EUA cumprirão este dever, unindo os seus esforços", sublinhou o primeiro-ministro.

    No entanto, Barack Obama cumpriu a sua promessa e poupou desculpas ao Japão pelos bombardeios, que aconteceram em 6 e 9 de agosto de 2016 em Hiroshima e Nagasaki, respectivamente. É o único exemplo de uso de armamento nuclear com fins militares.

    Em uma entrevista ao jornal japonês Asahi, publicada hoje, Obama reconheceu que resta fazer muito para alcançar um mundo sem perigo nuclear. "Um dos desafios mais complicados é a Coreia do Norte", afirmou o presidente norte-americano, sem deixar de descrever o programa nuclear de Pyongyang como "ameaça à região [asiática], aos EUA e ao mundo inteiro", justificando desta maneira as sanções contra esse país.

    O atual líder estadunidense é o primeiro presidente dos EUA a visitar Hiroshima depois dos bombardeios.

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    Tags:
    armas nucleares, Barack Obama, Shinzo Abe, Hiroshima, EUA, Japão
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