14:49 13 Dezembro 2017
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    Avião da Força Aérea dos EUA pousa na base aérea Ramstein na Alemanhã

    Três objetivos da visita confidencial de Joseph Votel à Síria

    © AP Photo/ FRANK AUGSTEIN
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    O general norte-americano Joseph Votel realizou este sábado (21), uma visita secreta a Ancara e Rojava, região da Síria ocupada por curdos.

    A viagem é considerada como preparatória das operações abrangentes na região, em particular a libertação estratégica de Manbij, já que as Forças Democráticas da Síria acabaram de informar sobre o início da operação da libertação de Raqqa.

    A jornalista Amberin Zaman, entrevistada pela Sputnik, explicou os três motivos da visita do chefe do Comando Central dos Estados Unidos, ocorrida alguns dias antes da intensificação das atividades militares no norte da Síria.

    "Acredito que tem três motivos principais para esta visita do comandante norte-americano. Em primeiro lugar, vamos recordar, que hoje em dia encontram-se no norte da Síria 300 soldados dos EUA. Esta visita então visou, entre outros motivos, elevar o moral dos militares estadunidenses na Síria. Segundo, de acordo com as informações divulgadas, as Forças Democráticas da Síria, dominadas na sua maioria por milícias curdas, estão determinadas a iniciar logo as operações da libertação de Manbij, ocupado pelo Daesh.  Neste contexto, durante a visita de Votel, ele, provavelmente discutiu as questões de planejamento da logística desta operação. Afinal, acho que esta visita foi uma tentativa de ganhar a simpatia dos curdos. Pois Washington, ao insistir que a cidade seja liberado por curdos, insiste que eles não poderão ficar lá depois da derrota dos jihadistas e fortalecer sua influência neste território. É um ponto muito importante, que permanece na mesa das negociações políticas". 

    Mas porque visitou ainda a Turquia?

    Chefe do Comando Central dos EUA general Joseph Votel encontra-se com jornalistas durante visita sigilosa a Síria e Turquia
    Chefe do Comando Central dos EUA general Joseph Votel encontra-se com jornalistas durante visita sigilosa a Síria e Turquia

    De acordo com a jornalista, a Turquia está preocupada pela perspectiva da operação curda em Manbij, o que significa, que os EUA precisam de “manter um equilíbrio fraco das forças na região”:

    "Ancara teme que as milícias curdas consigam fortalecer suas posições na região, formando "um corredor" [curdo para alterar a estrutura demográfica da região de modo que favoreça a etnia]. Os americanos tentam assegurar seu controle sobre o fraco equilíbrio de forças na região. Obama liga a Erdogan e apresenta garantias de que os curdos deixarão Manbij depois da operação, e que as autoridades locais permanecerão no poder. A maioria da população do povoamento é árabe, o conselho militar da cidade é um órgão composto por líderes de tribos da região. Provavelmente, as Forças Democráticas da Síria participarão do governo de Manbij".

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    Tags:
    terrorismo islâmico, oposição síria, militares, soldados, jihadistas, operação militar, curdos, Forças Democráticas da Síria, Daesh, Comando Central dos EUA, Joseph Votel, Manbij, Raqqa, Damasco, Ancara, Turquia, Síria, EUA, Washington
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