22:59 16 Maio 2021
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    A Arábia Saudita faz tudo para impedir que o Irã aumente a sua quota no mercado de petróleo, no momento em que Teerã está atraindo novos e velhos clientes para recuperar o nível de exportações que tinha antes das sanções, disse Amir Handjani, membro do Conselho da Administração de RAK Petroleum, ao canal RT.

    Isto provocará mais tensões entre os dois países.

    "A Arábia Saudita quer manter o Irã na área penal", notou o analista, utilizando uma analogia do futebol. Agora que o reino saudita retirou o seu antigo ministro do Petróleo e Recursos Naturais, Ali al-Naimi, a competição entre os sauditas e os iranianos só vai piorar, adicionou ele.

    Al-Naimi foi afastado após o acordo entre os maiores produtores petrolíferos sobre o congelamento  da produção de petróleo ter fracassado no Qatar.
    Em uma viragem de última hora, Riad exigiu que o Irã (que não esteve presente nas negociações) aceitasse os termos do acordo. Teerã recusou.

    Diz-se que o príncipe Mohammed bin Salman, filho do rei da Arábia Saudita e segundo na linha de sucessão, é a principal figura que resiste ao congelamento da produção.

    "É evidente que Mohammed bin Salman quer confrontar o Irã não só no Oriente Médio mas no mercado energético em geral", observou o analista, dizendo que era impossível imaginar que o príncipe desista.

    "E certamente, os iranianos não vão também desistir".

    O príncipe saudita diz-se ser a pessoa responsável pelas reformas governamentais que, na opinião de Amir Handjani, representam mais um passo para fixar "as suas garras no poder".

    Tags:
    petróleo, Mohammed bin Salman, Ali al-Naimi, Qatar, Irã, Arábia Saudita
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