10:59 07 Julho 2020
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    Brasil entre Temer e Dilma (110)
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    Os EUA realizaram “uma ação forte de desestabilização” no Brasil e “uma próxima revolução colorida” para mudar o regime e colocar presidente mais leal ao governo americano, diz um comunicado do Partido Comunista da Rússia.

    Na quinta-feira o Senado do Brasil aprovou o procedimento de impeachment da presidente Dilma Rousseff, com 55 votos a favor e 22 contra. A chefe do Estado abandonou o seu cargo para 180 dias, transferindo as suas obrigações ao vice-presidente Michel Temer, que já reuniu o novo governo.

    Segundo o Partido Comunista russo, o Senado afastou Dilma sob um pretexto manipulado.

    “Esta resolução foi precedida por uma forte ação de desestabilização da situação política e econômica no Brasil. Mais uma vez estamos presenciando uma revolução colorida realizada pelo imperialismo americano a estabelecer a sua dominância no país, onde a presidente colocava os interesses do povo acima dos interesses de monopólios americanos e realizava uma política econômica e social independente”, diz o comunicado.

    Os comunistas consideram que os EUA usam qualquer situação com protestos sociais para mudar o regime.

    “O Partido Comunista da Federação da Rússia demanda imediatamente deixar a desestabilização da situação politica no país, a intervenção na política interna do Estado soberano e dar ao povo brasileiro o direito de definir o seu futuro independentemente”.

    Os comunistas russos também afirmam que Washington tem medo de que os membros do grupo BRICS, de qual fazem parte a Rússia e o Brasil, fortalecerão a sua política econômica independente e começarão a realizar pagamentos em moeda nacional, que pode causar muitas perdas para “a globalização americana e reforçar o desejo de muitos países sair sob o controlo dos EUA”.

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    Tags:
    revolução colorida, impeachment, Partido Comunista, Dilma Rousseff, EUA, Rússia, Brasil
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