18:19 27 Novembro 2020
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    Pelo menos 50.000 parisienses foram às ruas nesta quinta-feira (12) em protesto contra a reforma trabalhista decretada pelo presidente François Hollande esta semana, segundo informou a emissora francesa BFMTV. A demonstração de descontentamento público teve episódios de violência.

    A polícia lançou gás lacrimogêneo contra os manifestantes que se reuniam do lado de fora doo edifício do parlamento antes da votação que rejeitou uma moção de desconfiança ao governo do premiê Manuel Valls na Assembleia Nacional.

    Os protestos se somaram às manifestações de terça-feira (10), quando o governo francês aplicou uma cláusula raramente usada para passar por cima da Assembleia Nacional e aprovar, por decreto, um projeto de lei que flexibiliza as regras de contratações e demissões. O objetivo, segundo o governo, é conter o aumento do desemprego.

    A oposição argumenta que a medida permitirá às empresas adotar regras próprias para o pagamento de salários e as condições de trabalho, incluindo o aumento da jornada diária e a simplificação dos procedimentos de demissão, o que põe em risco as conquistas trabalhistas já conquistadas no país.

    Contrariando as organizações sindicais, a polícia de Paris afirma que o protesto de hoje reuniu apenas cerca de 12 mil pessoas.

    Os tumultos resultaram em quatro prisões por posse de arma e ataque contra a polícia com garrafas, pedras e outros itens. Seis detenções semelhantes foram registradas em Cannes e mais cinco em Nantes.

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    Tags:
    polícia, manifestações, protestos, desemprego, flexibilização, reforma trabalhista, Assembleia Nacional, François Hollande, Manuel Valls, Paris, França
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