19:32 16 Julho 2018
Ouvir Rádio
    Caça F-35 being sendo reabastecido na Base Aérea de Eglin, na Flórida

    Rasmussen: F-35 para proteger-se da Rússia

    Samuel King Jr./ for U.S. Air Force
    Mundo
    URL curta
    5922

    O debate sobre a escolha do novo caça para a aeronáutica dinamarquesa, que demorou dez anos resulta na escolha de F-35 Lightning II, anunciada pelo premiê dinamarquês Lars Rasmussen.

    O governo da Dinamarca recomenda a compra de 27 novos caças F-35ª Lightning II, conhecidos ainda pelo nome de Joint Strike Fighters.

    Ministro da Defesa do país anunciou na véspera que os custos operacionais oriundas da compra chegarão a 8,7 bi de dólares, durante o tempo de vida das naves, enquanto segundo os cálculos da imprensa nacional a escolha pode custar a orçamento do país em torno de US$ 15 bi na manutenção das máquinas durante os próximos 30 anos.

    A reputação manchada do avião parece não ter preocupado Copenhague. Custos crescentes e atrasos numerosos na produção de aviões fizeram o preço final de caças quase o dobro das estimativas iniciais, que resultou até nas criticas do senador republicano John McCain, que descreveu a situação como “um escândalo e um desastre”.
    Porém, não foi nada de surpresa na escolha do governo do país, comenta analista da área Andreas Krog.

    “Durante os últimos dez anos foi favorita da licitação”, diz. Nossos aliados mais próximos, a quem juntamos na guerra, também usam este avião. Quer dizer, que juntamos assim um circulo amplo de usuários”.

    Além disso a compra vai melhorar a imagem internacional da Dinamarca.

    “Foi óbvia esta escolha, seja que o país precise participar das operações internacionais ou reforçar sua própria soberania de, por exemplo, a Rússia”, diz o professor de ciências políticas Mikkel Vedby Rasmussen da Universidade do Copenhague.

    Apesar das recomendações do governo o tamanho da compra vai gerar ainda varias discussões. Os membros do partido conservador disseram já que devem ser adquiridos no mínimo 30 caças, enquanto os socialistas do Partido Popular defendem a compra de 18 até 24 aviões. A Aliança Vermelha e Verde (AVV) anticapitalista jamais querem esse negócio.

    A posição eurocética da AVV coincide com a opinião da população, que na maioria pronuncia-se contra os gastos enormes com defesa na época de cortes e regressos na área social. A pesquisa do site político nacional Altinget revela, que quase 60 por cento da população rejeitam da ideia da compra monstruosa, e só um quarto de cidadãos apoiam.

    O Pentágono considera o caça F-35 do futuro da aviação militar e já gastou com ele 14 anos de trabalho e cerca de US$ 400 bilhões.
    © Sputnik / Vitali Podvitski
    O Pentágono considera o caça F-35 do futuro da aviação militar e já gastou com ele 14 anos de trabalho e cerca de US$ 400 bilhões.

    Hoje em dia a aeronáutica do país dispõe de 30 caças F-16 em operação desde 1980. Devido ao fato que os F-35 serão completamente prontos para serem usados de plena forma em 2027, a Dinamarca passara três anos sem poder cumprir suas obrigações internacionais, pois os caças atuais serão totalmente inúteis daqui a pouco, disse o titular da pasta de defesa Christiansen.

    Mais:

    Caça F-22 pode se tornar caro demais para os EUA
    Mídia: 'cérebro' do F-35 tem problemas sérios
    Rússia desenvolve drone para 'caçar' o F-35
    Tags:
    aviação militar, aeronaves, licitação, caça, F-35A, John McCain, Dinamarca, Copenhague, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik