00:01 25 Agosto 2019
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    Funcionário do bar oferece jarra de chopp ao cliente

    Não vai ter golpe islâmico contra chope na Dinamarca

    © AFP 2019/ OLI SCARFF
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    Um grupo de donos de botequins nos arredores de Copenhague, cansados dos assédios e das perseguições por parte de jovens ativistas islâmicos, que tentam instalar a chamada Zona da Xariá, levaram seu problema a uma das ministras do país, exigindo que proteja o negócio deles, assim como as comunidades locais.

    Os donos de bares em uma das comunidades ao redor do Copenhague passaram vários meses tentando fazer os policiais cumprirem o seu dever e tomarem medidas contra um grupo de jovens imigrantes, que ameaçavam, extorquiam dinheiro e praticavam atos de vandalismo contra as suas choperias em plena luz do dia.

    O conceito de estabelecimento de zonas da xariá foi introduzido às comunidades há uns cinco anos pelo grupo “Chamada para Islã”. Os voluntários do grupo patrulhavam diariamente as ruas e se aproximavam das pessoas que estavam bebendo, praticando jogos de azar ou outras atividades consideradas por eles como contraditórias à fé islâmica.

    “Na véspera alguns jovens chegaram ao bar gritando que todos os clientes teriam que sair”, disse Heidi Dyrnesli, funcionária do local, entrevistada pela rádio. “Gritaram que o café pertence a eles e que a comunidade de Norrebro é zona da xariá, sendo assim é proibido o consumo de bebidas alcoólicas”.

    As gangues atacavam comércios, quebrando janelas com artigos de fogo e pedras, enquanto a polícia mostrou-se incapaz de prevenir tal comportamento de jovens. Birgitte Fischer, dona de um bar, contou que as gangues extorquiram dela em torno de 10 mil dólares, em troca de alegada “proteção”.

    Na quarta (11) a comunidade local de empresários de Norrebro levaram o assunto à ministra de imigração e integração do país, Inger Stojberg, enquanto ela visitava a comunidade acompanhada por vários políticos locais, que denunciaram assédios.

    A imprensa, que fez cobertura da visita da ministra à área, evidenciou duas mulheres a assediarem de forma verbal, chamando-a de “nazista” e “fascista”. Ambas foram detidas e incriminadas de violação do código penal do país, que proíbe insultar funcionários públicos, e agora podem sofrer uma pena de multa ou privação de liberdade de até seis meses.

    ​Comentando sobre o problema reclamado pela comunidade local a titular da pasta de imigração reiterou que os jovens devem deixar de praticar assédios de moradores, esforçando-se, em vez disso, de “serem formados com vistas de receber um trabalho, para que possam integrar na sociedade dinamarquesa”.

    O comentário segui outro discurso da ministra, endereçada aos ativistas árabes, a quem pediu para “se comportarem”.

    “Vocês estão vivos, e moram no melhor país no mundo. Tem todas as oportunidades na sua frente. Então, chega de malandragem, ameaças e reclamações”, escreveu Stojberg na sua página no Facebook.

    Especificou ainda, que a ideia das chamadas zonas da xariá nunca se realizará na Dinamârca.

    “Posso garantir que não é [a zona da xariá] e nunca será! Vocês devem ser muito felizes que não é uma zona da xariá, pois são tratados de forma correta, quando a polícia os pega”.

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    Tags:
    xariá, segurança, extorsão, assédio, ativistas islâmicos, islã, Inger Stojberg, Copenhague, Dinamarca
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