01:07 10 Abril 2020
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    O bilionário Donald Trump tornou-se na semana passada o candidato mais provável do Partido Republicano para o cargo de presidente dos EUA. Os seus rivais - o senador pelo estado do Texas Ted Cruz e o governador do Ohio John Kasich deixaram a corrida presidencial.

    Oficialmente Trump será nomeado ao cargo presidencial em julho, no congresso do partido republicano. Levando em conta que nas próximas eleições primárias não haverá nenhuma alternativa a Trump, ele conseguirá obter facilmente o número  necessário de votos (1237). Mas a competição com a ex-secretária de Estado Hillary Clinton será muito mais difícil e este é o principal problema para o famoso homem de negócios e "show man".

    Segundo a lógica, a comunidade internacional deve encarar bem o possível triunfo de Trump e construir relações de trabalho com ele de maneira construtiva. Mas a verdade é que a maioria dos líderes mundiais não está muito desejosa de entrar em contato com Trump.

    O primeiro-ministro da Grã-Bretanha David Cameron disse que não planeja se desculpar perante Trump por ter qualificado as declarações deste último sobre os muçulmanos de “tolas e erróneas”.  Anteriormente, Trump apelou a proibir a entrada de muçulmanos nos EUA e disse que em Londres “há locais com tal nível de radicalização que os policiais lá temem pela sua própria vida”. Logo depois disso, uma petição para proibir a entrança do bilionário no  Reino Unido conseguiu colher 100 mil assinaturas para ser debatida no Parlamento. Mas os parlamentares não apoiaram esta ideia.

    Berlim também critica as ações de Trump. O ministro alemão Frank-Walter Steinmeier exprimiu preocupações com a cooperação entre a Alemanha e os Estados Unidos frente às eleições presidenciais. “Nós não sabemos concretamente como a política externa dos EUA mudará, muito depende dos resultados das eleições”, disse Steinmeier ao canal alemão ARD. Ele sublinhou que, caso Hillary Clinton seja eleita, é provável que a cooperação no palco internacional continue.

    “Estou certo que dentro em pouco vamos ter saudades de Barak Obama”, disse o ministro alemão, lembrando o trabalho conjunto com os Estados Unidos no Irã e para resolver a crise síria.

    O primeiro-ministro francês, na sexta-feira (6) caracterizou Trump como “uma pessoa má”. Ele criticou Trump severamente por “atiçar o ódio” por causa das suas declarações sobre a proibição da entrada de muçulmanos aos EUA.

    A China evita a crítica direta a Trump, porque o país é o principal parceiro comercial dos Estados Unidos. O representante oficial da chancelaria chinesa, Hong Lei, disse que as eleições presidenciais são uma questão interna dos Estados Unidos. Mas, ao mesmo tempo o ministro da Fazenda chinês, Lou Jiwei, chamou Trump de pessoa “irracional” por sua declaração de que os Estados unidos devem aplicar uma taxa de 45% às importações chinesas.

    Apesar de tudo, vários dirigentes mundiais escolheram uma estratégia mais branda para com o possível futuro presidente dos Estados Unidos. Por exemplo, o primeiro-ministro da Canadá, Justin Trudeau, declarou que a cooperação do Canadá com os EUA não dependerá da personalidade do presidente. Segundo ele, as relações entre dois países permanecerão fortes e duradouros.

    Tóquio também tomou uma posição prudente. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que o governo japonês pretende continuar a cooperação estreita com os Estados Unidos, independente dos resultados das eleições presidenciais. "Independentemente de quem se tornar o próximo presidente dos Estados Unidos, a aliança com os Estados Unidos é uma pedra angular da diplomacia japonesa. Temos a intenção de trabalhar em cooperação estreita (com Washington) para a manutenção da paz e da prosperidade da comunidade mundial", declarou o primeiro-ministro japonês.

    Moscou está disposta a trabalhar com qualquer líder americano. Como declarou o chanceler russo, Sergei Lavrov, em uma entrevista à RIA Novosti, a Rússia espera que o novo presidente americano entenda a importância da cooperação entre Moscou e Washington.

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    Tags:
    eleições presidenciais, Barack Obama, Hong Lei, Sergei Lavrov, Shinzo Abe, Frank-Walter Steinmeier, David Cameron, Hillary Clinton, Donald Trump, EUA
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