18:45 03 Abril 2020
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    Os empresários europeus estão ansiosos por cooperar com o Irã depois da abolição das sanções antinuclear, entretanto, segundo alguns fontes, desafiar a posição da Rússia e China não será “uma manobra fácil”.

    “O bolo é bastante grande, cada um quer uma fatia”, escreve o site australiano The Conservation em relação ao mercado iraniano.

    Entre os que estão prontos a investir estão o gigante industrial alemão Siemens, a petrolífera Shell e os fabricantes automóvel Peugeot e Renault, bem como o Airbus Group. Além disso, a mídia detalhou visitas do primeiro-ministro italiano Matteo Renzi ao Irã no mês passado, que foi acompanhado por empresários do setor da energia, defesa e transporte, e da alta representante da UE Federica Mogherini acompanhada por representantes de negócio e por sete comissários da UE.

    Todas estes sinais significam o grande interesse da restauração dos laços económicos com o Irã.

    No entanto, há certos obstáculos que põem a Europa como o desfavor em relação à Rússia e China, dois países que têm beneficiado das sanções e agora estão bem posicionadas no mercado iraniano.

    A China tem fornecendo mercadorias que o Irã não podia receber mais do Ocidente.

    “Sem perder tempo, o líder chinês visitou o Irã em janeiro assinando “a abrangente parceria estratégica” e anunciando 17 acordos de setores da energia, indústria e comércio”, diz The Conversation.

    O Irã é importante para a iniciativa da China “Uma Correia, Um Passeio” que juntará o mercado chinês com a Ásia Central e o Oriente Médio.

    No que se refere aos interesses da Rússia, estes estão concentrados na venda de armas e indústria nuclear e em ganhar uma posição mais forte na região.

    Então, “este é um desafio difícil para o comércio europeu”, conclui a mídia.

    Tags:
    investimentos, sanções, Xi Jinping, Matteo Renzi, Ásia Central, Oriente Médio, Europa, China, Rússia, Irã
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