12:21 17 Fevereiro 2020
Ouvir Rádio
    Mundo
    URL curta
    4141
    Nos siga no

    Os EUA não questionam mais o futuro do presidente sírio, Bashar Assad, como condição fundamental do processo de paz na Síria, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia Gennady Gatilov ao jornal Izvestia.

    Segundo ele, a posição de Washington sofreu várias alterações desde o início do processo de negociações.

    Chanceler da Rússia, Sergei Lavrov.
    © Sputnik / Evgeny Biyatov
    "Antes, os EUA consideraram a renúncia de Assad como a condição fundamental de início das negociações sobre a resolução de conflito na Síria. Agora, com o tempo, parece que esta questão não é condição para o início de diálogo entre os lados do conflito. Tem avanços nesta direção, embora eu tenha que admitir que as autoridades estadunidenses ainda continuam a dizer que Assad não tem futuro político e que deve sair", disse o diplomata russo.

    Gatilov afirmou que os EUA estão tentando receber o consentimento da Rússia para que Assad deixe o seu cargo no final do processo de negociações.

    "Continuamos a dizer que o futuro político de Assad deve ser determinado de acordo com o comunicado de Genebra de 2012 e outros documentos adotados pelo Grupo internacional de apoio à Síria", disse o representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

    A renúncia de Assad é uma das principais questões no debate sobre o futuro da Síria. Assim, nas negociações em Genebra, a oposição exigiu a renúncia imediata do presidente. Moscou insiste que o futuro de Assad deve ser determinado pelo povo sírio em eleições gerais.

    Mais:

    Kerry manda Assad se preparar para deixar o governo sírio
    Congressista: Novas forças dos EUA devem combater Daesh, não Assad
    De vento em popa: É por isso que Assad está 'em alta'
    Tags:
    resolução pacífica, posição, governo, negociações, Ministerio das Relacoes Exteriores (Russia), Gennady Gatilov, Síria, EUA, Washington, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar