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    Vladimir Putin tomou posse pela terceira vez como presidente da Rússia em 7 de maio de 2012. Três dias antes, a 4 de maio, Putin vencera as últimas presidenciais.

    Putin foi nomeado primeiro-ministro em agosto de 1999 e tornou-se presidente interino em 31 de dezembro de 1999 quando Boris Yeltsin renunciou ao cargo. Em março de 2000 Putin venceu as suas primeiras presidenciais.

    Especialistas destacam que, além dos importantes sucessos do país sob a presidência de Putin, há problemas importantes que ainda exigem uma solução. 

    Os passos que mudaram a história

    A reunificação da Crimeia com a Rússia e a operação da Força Aeroespacial na Síria tornaram-se os momentos culminantes da estratégia política externa de Putin planejada desde 2000.

    “Sem dúvida, a política externa, bem como a política doméstica, têm sido bem-sucedidas, o país tornou-se mais forte, é evidente. O que se iniciou em 2000, deu resultados em 2014. A reunificação da Crimeia e a operação na Síria foram dois pontos culminantes“, disse Mikhail Yemelyanov do partido Rússia Justa na entrevista à agência RIA Novosti.

    Ivan Melnikov do Partido Comunista da Rússia também elogiou “a brilhante política externa, pensada como um jogo de xadrez, na tradição das páginas mais gloriosas e poderosas da grande História da Rússia”.

    Valery Ryazansky, presidente do Comité para a Política Social no Conselho de Federação (câmara alta do parlamento russo) destacou que a Rússia conseguiu fazer com que o bloco BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai se tornassem instrumentos do diálogo político no palco internacional.

    O vice-presidente do Comitê de Defesa da Duma de Estado (câmara baixa), Frants Klintsevich, notou que a Rússia conseguiu modernizar as suas Forças Armadas.

    “Os últimos 4 anos, com certeza, foram de progresso neste área.  Agora temos umas das mais modernas Forças Armadas no mundo“, disse.

    Política interna de Putin

    Quanto à política interna, os especialistas destacam o crescimento de produção agroalimentar, que tem melhorado a autossuficiência do país nesta área.

    Segundo o vice-presidente do parlamento russo, Sergei Zheleznyak, "apesar da forte oposição internacional na área económica, financeira e política, Moscou usa este tempo difícil para aumentar a produção doméstica, aumentar a segurança alimentar…expandir as capacidades mais avançadas de produção em áreas estrategicamente importantes”.

    O deputado disse também que muitos meios financeiros foram canalisados para projetos de infraestrutura.

    Calcanhar de Aquiles

    Alguns parlamentares notam que as tendências na economia russa não são boas.

    “A economia é um calcanhar de Aquiles. É impossível ser um país forte sem uma economia forte. Creio que é necessário analisar minuciosamente a ação do Banco Central, a ação dos ministérios e entidades econômicos e financeiros do governo”, disse Yemelyanov.

    Ryazansky sublinha que a Rússia precisa de desenvolver a sua produção doméstica e aumentar a demanda doméstica.

    Retaguarda reforçada de Putin

    A ação de Putin como residente do país consegue a aprovação de 82% de cidadãos russos, mostrou uma pesquisa realizada em abril.

    Segundo a enquete realizada pela empresa Levada-Center, 82% dos respondentes disseram que geralmente estão satisfeitos com a política de Putin. O indicador permaneceu o mesmo desde o início do ano em curso.

    De acordo com o Centro de Pesquisa de Opinião Pública (VTsIOM) cerca de 84% dos russos não excluem que podem votar em Putin uma vez mais.

    Cerca de 64% da oposição extraparlamentar apoiam Putin e também pensam que podem dar o seu apoio a Putin nas presidenciais.

    Muitos especialistas também destacam as caraterísticas pessoais de Putin como a alta capacidade de trabalho, energia e vontade de agir nos interesses da Rússia.

    Tags:
    política interna, parlamentares, política externa, opinião, Vladimir Putin, Crimeia, Síria, Rússia
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