17:40 05 Junho 2020
Ouvir Rádio
    Mundo
    URL curta
    655
    Nos siga no

    O Departamento de Defesa dos Estados Unidos condenou 16 membros do Exército pelo ataque a um hospital no Afeganistão em outubro passado que deixou 42 pessoas mortas, incluindo funcionários dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), segundo relata o jornal Los Angeles Times nesta quinta-feira (28).

    O hospital da MSF em Kunduz, onde se encontravam cerca de 200 pessoas, foi parcialmente destruído em um bombardeio realizado pelos militares norte-americanos em 3 de outubro do ano passado. Entre as vítimas, crianças morreram queimadas vivas. O presidente dos EUA, Barack Obama, pediu desculpas publicamente depois do ocorrido.

    Os implicados no crime incluem um general da Força Aérea e membros das Forças Especiais do Exército norte-americano. Nenhum dos 16 acusados foi julgado por um tribunal militar, mas um funcionário foi suspenso e retirado do Afeganistão. Sete deles receberam sanções administrativas, seis deverão se submeter a aconselhamento e dois foram enviados para cursos de reciclagem.

    John Campbell, o general do Exército dos Estados Unidos que comanda as forças do país e da OTAN no Afeganistão, foi quem liderou a investigação que culminou em um relatório de 3.000 páginas. Uma versão resumida do documento será publicada na sexta-feira (29).

    Mais:

    EUA culpa capitão por bombardeio a hospital da Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão
    EUA admitem erro em ataque a hospital no Afeganistão
    10 erros dos EUA no Afeganistão além do bombardeio de hospital
    Rússia condena ataque aéreo dos EUA a hospital no Afeganistão
    Tags:
    crime, guerra, condenação, mortos, bombardeio, hospital, MSF, Departamento de Defesa dos EUA, Exército, John Campbell, Barack Obama, EUA, Afeganistão, Kunduz
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar