11:52 15 Maio 2021
Ouvir Rádio
    Mundo
    URL curta
    17152
    Nos siga no

    O Comitê de Serviços Armados do Congresso (SASC, na sigla em inglês) norte-americano votou a favor da proposta que visa dobrar o número de propulsores de foguetes russos RD-180, informou a mídia norte-americana na quinta-feira (28).

    Os Estados Unidos têm usado motores RD-180 produzidos na Rússia para colocar os seus satélites de segurança nacional na órbita, apesar das tentativas que visam reduzir a sua dependência da tecnologia russa.

    “Estou a par de necessidade de parar com a nossa dependência de motores de foguetes russos mas não à custa de acesso [ao espaço] garantido”, disse o autor da emenda, o congressista Mike Coffman, do estado de Colorado, citado pela publicação The Hill, antes de votação sobre o dobramento de compra de motores russos.

    Coffman afirmou que é necessário permitir comprar 18 motores RD-180 ao invés dos nove, o que “assegura o acesso ao espaço que é indispensável para a nossa segurança nacional”.

    O partidário da emenda, Adam Smith, democrata de Washington, afirmou que o número de nove não é perfeito por isso apoia 18.

    Os opositores, inclusive o republicano Duncan Hunter declarou que a decisão de comprar 18 motores “literalmente contribuirá 540 milhões de dólares para a modernização militar da Rússia”.

    Em 19 de abril, Frank Kendall, subsecretário do Departamento de Defesa de Aquisição e Logística, declarou que nos próximos cinco anos as forças americanas irão ter que comprar os motores russos RD-180 para os foguetes Atlas a lançar satélites ao espaço.

    Entretanto, um número de senadores americanos, encabeçados por John McCain, está empurrando a terminar a dependência dos RD-180 muito mais rapidamente, mesmo no caso se o programa de desenvolvimento de motor americano custar um bilhão de dólares (cerca de 3,5 bilhões de reais) adicional, avisam os oficiais do Departamento da Defesa.

    Tags:
    tecnologia, compra, motores, RD-180, Rússia, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar