17:40 19 Agosto 2017
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    O exército do governo sírio e as milícias nos arredores de Al Qaryatayn

    Exército sírio liberta província petrolifera de Homs de terroristas do Daesh

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    O exército sírio e as Forças de Defesa Nacional (FDN) pressionaram os jihadistas do Daesh a se retirar da província de Homs, no centro da Síria, disse a agência de notícias iraniana FARS.

    A FARS cita várias fontes militares, dizendo que as tropas sírias atacaram o Daesh em uma zona que fica entre as cidades recentemente libertadas de Al Qaryatayn e Palmira ao longo da estrada estratégica que conecta Palmira e Raqqa. Durante este assalto, dezenas de terroristas foram mortos e muitos mais feridos.

    "Foram recapturados várias alturas nas montanhas de Bardeh e as forças do governo começaram a fortalecer as suas posições nos territórios recentemente capturadas”, informam as fontes.

    Sapadores-mineiros do exército da Síria (foto de arquivo)
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    Sapadores-mineiros do exército da Síria (foto de arquivo)

    Os novos ataques começaram logo depois dos avanços que o exército sírio e as FND fizeram na parte oriental da província de Homs, levando sérias vantagens ao Daesh, restaurando a segurança nas regiões mais próximas de Palmira e implantando tropas perto de uma parte da província de Homs, que é considerada a parte mais rica em recursos naturais do país. A cidade de Al Qaryatayn, ao oeste de Palmira, foi libertada no início deste mês. Em agosto de 2015, os terroristas do Daesh capturaram a cidade, raptando 320 de seus cidadãos, incluindo 60 cristãos, e destruíram um mosteiro cristão de 1.500 anos de idade.

    ​Segundo as fontes, "o exercito sírio empurrou os terroristas do Daesh de uma parte da rodovia Palmira-Raqqa e deslocou as suas forças em torno das jazidas de petróleo de Arak".

    "Os rápidos avanços do exército e as FND contra o Daesh na parte oriental da província de Homs vai acabar com o controle dos grupos terroristas sobre as jazidas de petróleo e gás", acrescentaram as fontes.

    A Síria tem estado mergulhada em uma guerra civil desde 2011, com as forças leais ao presidente Bashar Assad do país combatendo contra um número de facções da oposição e grupos extremistas, incluindo o Daesh e a Frente al-Nusra, que são proibidos em muitos países, incluindo a Rússia.
    Pouco antes de o cessar-fogo ter entrado em vigor, o Conselho de Segurança da ONU adotou a resolução 2268 sobre o acordo russo-americano de cessar-fogo na Síria.

    Em 30 de setembro, a Rússia, por solicitação do presidente Bashar Assad, iniciou ataques aéreos pontuais às instalações do Daesh na Síria, utilizando caças-bombardeiros Su-25, bombardeiros Su-24M e Su-34. Em suas missões, essas aeronaves recebem a cobertura de caças do tipo Su-30SM. Em meados de novembro, a Rússia enviou para a região a sua aviação estratégica, cujos expoentes são as aeronaves Tu-160, Tu95MS e Tu-22M3.

    Em 1 de fevereiro, o Ministério da Defesa russo afirmou que dos combates na Síria começaram a participar os novíssimos caças polivalentes Su-35S.

    Moscou manterá a presença militar na Síria, um prazo para retirar as tropas completamente ainda não foi anunciado. Putin também indicou que a Rússia manterá a sua presença na base aérea de Hmeymim e no posto naval de abastecimento em Tartus para continuar o monitoramento do regime.

    Desde 27 de fevereiro o país fica sob o regime de cessar-fogo. Embora a maior parte do contingente russo já estiver retirada, após ordem do presidente Vladimir Putin de início de março, os aviões e helicópteros restantes continuam assestando golpes contra posições dos terroristas.

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    Tags:
    gás, petróleo, Daesh, Exército da Síria, Síria
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