03:56 15 Outubro 2019
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    Presidente dos EUA Barack Obama no Aeroporto Internacional de King Khalid em Riad

    Obama teve recepção ‘fria’ em cidade tórrida

    © REUTERS / Kevin Lamarque
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    Recepção ‘fria’ em Arábia Saudita do presidente Barack Obama pode testemunhar do agravamento das relações entre os países.

    O presidente norte-americano, Barack Obama, chegou ontem (20 de abril) para a Arábia Saudita com uma visita oficial. Entretanto, a mídia e os usuários das redes sociais assinalam que o alto visitante foi recebido bastante friamente. A mídia também classificou a recepção em Riad como desdenhosa, o que pode certificar aumento da tensão entre os países.

    O jornal britânico The Guardian aponta que o Rei da Arábia Saudita Salman bin Abdulaziz al-Saud se recusou a encontrar pessoalmente o líder norte-americano no aeroporto, enviando em vez disso uma delegação pequena de funcionários encabeçada pelo governador da província de Riad. O monarca cumprimentou Obama só no palácio de Erga. Contudo, em outras ocasiões o rei já cumprimentou alguns políticos menos importantes dos países do Golfo no aeroporto.

    Segundo a revista Der Spiegel, a paciência de Riad se esgotou e a visita do presidente norte-americano foi o excelente motivo para mostrar o descontentamento dos sauditas pelas ações de Obama.

    “Hoje se tornou claro como Obama irou os sauditas. Obviamente, ele teve uma recepção bem fria”, comenta Der Spiegel.

    O canal de televisão norte-americano CNN chamou a recepção de desdenhosa e acrescentou que isso mostra o fato de agravamento das relações entre os países, considerados parceiros.

    Além disso, a mídia local não transmitiu as imagens da chegada do avião de Obama e da sua viagem ao palácio.

    Os usuários das redes sociais também assinalaram a recepção “fria”.

    “Os sauditas repreendem Obama por sua visita”, comenta o  usuário de Twitter @ADJGrpPolitics.

    ​“Recepção fria de Barack Obama é ligada de algum modo com a questão iraniana, o bofetão? Irã é inimigo deles?”, disse o usuário @BlueWaterDays.

    ​Investigação dos atos terroristas de 11 de setembro e Arábia Saudita

    Vale lembrar que mais cedo comunicava-se que segundo os dados do relatório secreto sobre a investigação dos atos terroristas de 11 de setembro, Arábia Saudita podia ser conivente à organização de ataque sobre o centro comercial internacional nos EUA. A informação surgiu do ex-senador Bob Graham que tinha participado na investigação em 2002 no Congresso.

    Mais anteriormente os relativos dos perecidos no resultado dos atos terroristas tinham acusado Arábia Saudita em apoio da Al-Qaeda. Os documentos enviados pelos juristas ao tribunal de Nova York contaram a informação do ex-militante da organização terrorista Zacarias Moussaoui dos fatos da transmissão do dinheiro aos terroristas pela família do rei nos anos de noventa. A embaixada da Arábia Saudita em Washington refutou as declarações de Moussaoui. O tribunal de Manhattan rejeitou este demanda judicial.

    Intensificação da tensão 

    Segundo a opinião do analista de Gulf Research Mustafa Alani, a Arábia Saudita receia que Washington flerte com o seu inimigo, o Irã, comunica a RIA Novosti. Anteriormente Obama tinha classificado os sauditas como “assim chamados parceiros” e depois tinha proposto a Riade de “partilhar” a região de Oriente Médio com Teerã. Estes palavras foram percebidas negativamente pelos sauditas.

    Além disso, os políticos americanos sugeriram limitar o fornecimento de armas a Riad e fizeram lembrar os resultados da investigação, que apontam à conivência possível do reino aos atos terroristas de 11 de setembro.

    Em resposta, os sauditas ameaçaram com vender todos os ativos nos EUA. As autoridades sauditas estão prontas a vender os fundos de 750 bilhões de dólares se o Congresso dos EUA aprovar o projeto de lei que permite lançar um processo judicial contra o governo da Arábia Saudita.

    Os sauditas não gostam do fato que os seus fundos no território dos EUA podem ser arrestados congelados a aprovação do projeto de lei.

    Por isso, alguns representantes do Pentágono e do Departamento de Estado tinham realizado uma série de encontros confidenciais com os legisladores americanos e reviram os passos de resposta possíveis por parte de Riad, que podem acarretar as consequências econômicas e financeiras negativas. Em particular, os sauditas vão vender os fundos ameaçados, inclusive títulos do Tesouro dos EUA. Isto foi divulgado pelo chanceler do Reino Adel al-Jubeir durante a visita de março para Washington.

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    recepção, presidente, visita, Der Spiegel, The Guardian, Salman bin Abdulaziz Al Saud, Barack Obama, Arábia Saudita, EUA
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