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    BRICS apostam na economia verde

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    BRICS ganha força no mercado financeiro (11)
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    Os membros do Conselho de Governadores do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS (NBD) aproveitam a sessão de primavera do Fundo Monetário Internacional para realizar um encontro em Washington e discutir os primeiros projetos que receberão financiamento da instituição.

    Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também referido como Banco dos BRICS, aprovou ontem (14), seus primeiros projetos a serem realizados nos países do bloco. Os quatro projetos de energia renovável, escolhidos anteriormente pela diretoria da instituição financeira, receberam o aval do Conselho de Governadores.

    O projeto russo de mini hídricas na Karélia, a região russa na fronteira com a Finlândia, apresentado ao banco no final do fevereiro passado, foi o único que não foi tramitado pelo conselho, pois, segundo o ministro russo das Finanças, Anton Siluanov, “o modelo inicial de financiamento está sendo transformado”.

    Já o Brasil receberá US$ 300 milhões (R$ 1 bilhão) para a realização de projetos de energia renovável, como solar e eólica. Os primeiros desembolsos estão previstos para este ano, sendo o BNDES a operadora da linha de crédito.

    A Índia, que preside o bloco este ano, terá direito ao empréstimo de US$ 250 milhões para o programa de energia solar no estado de Karnataka.

    No total, o Conselho aprovou o financiamento de US$ 811 milhões (R$ 2,840 bilhões). Cada país membro do bloco apresentou um projeto na área de energia renovável a ser financiado pelo banco.

    A reunião realizada e o processo da escolha de projetos foram criticados por falta de transparência, inclusive nos critérios dessa escolha, o que parece verdade, já que as informações sobre o destino de outros 261 milhões alegadamente distribuídos entre a África do Sul e a China não foi comentado.

    O Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS é um banco de desenvolvimento multilateral, operado pelos Estados do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O banco está configurado para promover uma maior cooperação financeira e de desenvolvimento entre os cinco mercados emergentes sócios.

    O acordo que oficializou a criação do banco, cujo principal objetivo é o financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento em países pobres e emergentes foi assinado em 15 de julho de 2014, durante a sexta cúpula do BRICS, em Fortaleza, no Ceará, pelos líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

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    BRICS ganha força no mercado financeiro (11)

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    Tags:
    Banco Mundial, FMI, Banco de Desenvolvimento do BRICS, BRICS, Anton Siluanov, Brasil, Índia, Washington
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