23:33 24 Agosto 2019
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    Representante permanente da Rússia na ONU Vitaly Churkin

    Rússia e China fecham o cerco contra terroristas que usam armas químicas

    © AFP 2019 / DON EMMERT / AFP
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    Moscou e Pequim querem criminalizar por completo os grupos terroristas que usam armas químicas na Síria, segundo confirmou nesta quarta-feira (13) o enviado russo na ONU, Vitali Churkin.

    "Nós apresentamos um projeto de resolução russo-chinês para fechar o cerco aos terroristas que se preparam para usar armas químicas na Síria", disse ele, citado pela RT.

    Membro da equipe de investigação da ONU investiga um míssil perto de Damasco na Síria que supostamente tinha ogiva química
    © AP Photo / United media office of Arbeen
    Anteriormente, a jornalista Nawrouz Uthman disse à RT que o bairro Sheikh Maksud, de Aleppo, foi atacado em 31 de março com agentes químicos a partir do território controlado por jihadistas e facções do chamado Exército Livre da Síria.

    Após o ataque, 23 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas depois de inalar o gás tóxico liberado pelas explosões. De acordo com um médico do Crescente Vermelho, os militantes usaram cloro.

    O grupo Jaysh al Islam reivindicou a responsabilidade pelo uso de armas proibidas contra os curdos. Trata-se de uma coligação de unidades islamistas e salafistas presente principalmente nos subúrbios damascenos de Ghouta e Douma, onde os militantes controlam grandes territórios e desenvolvem sua luta contra as forças governamentais sírias.

    Embora não faça parte do Exército Livre Sírio, a coalizão participou no início de dezembro da conferência realizada pela Arábia Saudita a fim de tentar chegar a uma posição comum para negociar com o governo sírio. Segundo relatos locais, o Jaysh al Islam se vale dos mesmos métodos cruéis que o Daesh (Estado Islâmico), tais como execuções públicas de prisioneiros.

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    Tags:
    ataque químico, armas proibidas, mortes, gás tóxico, cloro, armas químicas, Exército Livre da Síria, Estado Islâmico, Daesh, Jaysh al-Islam, Vitaly Churkin, Douma, Ghouta, Aleppo, Damasco, Síria, China, Rússia
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