09:31 24 Agosto 2019
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    Caravana encerra na Cidade do México manifestação por direitos humanos de indígenas

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    Milhares de trabalhadores, ativistas e representantes de comunidades indígenas encerraram na Cidade do México, nesta terça-feira, 12, uma série de manifestações que percorreram várias cidades do país denunciando violações aos direitos humanos das populações indígenas, conflitos sociais pela posse da terra entre outras denúncias.

    Os protestos, que começaram em 29 de março, foram organizados por diversas associações culminando na grande marcha intitulada “Zapata Vive”, em homenagem a Emiliano Zapata, um dos principais líderes da revolução mexicana de 1910 que se sublevou contra a ditadura do presidente Porfirio Diaz.

    Com o lema “O Campo é de Todos”, dezenas de sindicatos e associações participaram da marcha que contou com a adesão de caravanas que partiram dos estados de Hidalgo, Oaxaca, Jalapa, Guerrero e Puebla. Segundo o líder da Organização Central Independente de Trabalhadores Agrícolas e Camponeses (CIOAC, na sigla em espanhol), José Lopez, um dos objetivos da caravana é obrigar o governo a cumprir a Lei de Consulta e Direitos da Cultura Indígena, que está sendo desrespeitada diante da entrega de diversas concessões a empresas mineradoras em territórios indígenas. “O México deve legislar para que essas populações digam o que querem para suas terras”, disse Lopez.

    O diretor do Movimento Nacional Plano de Ayala, Francisco Pablo, disse que integrantes da Frente Indígena e Camponesa do México (Ficam) estão cercando a Secretaria de Governo na capital desde 28 de março, e lá poderão permanecer até que as autoridades atendam às três exigências da entidade: a liberação de 14 manifestantes presos por defenderem o meio ambiente, maior atenção aos cerca de 150 conflitos gerados por megaprojetos de mineração e de hidrelétricas no país e a constituição de uma consulta livre às populações indígenas. Os conflitos aos quais a Ficam se refere acontecem em zonas rurais dos estados de Puebla, Morelos, Oaxaca e Vera Cruz, onde, segundo os manifestantes, tropas do Exército reprimem há tempos as populações indígenas e apoiam os planos da iniciativa privada.

    A Ficam também informa que tem proposto ao governo mexicano a criação de uma lei de anistia ante à crescente onda de criminalização e judicialização que vêm enfrentando as entidades que lutam em defesa da terra.

    A Sputnik entrou em contato com algumas das entidades que participaram dos protestos, como a Frente Popular Francisco Villa, a União Geral de Trabalhadores e Camponeses do México (UGOCM, na sigla em espanhol), além da Comissão Nacional para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas, mas nenhuma tinha um porta-voz no momento para comentar as manifestações.

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    Tags:
    marcha, Zapata Vive, Movimento Nacional Plano de Ayala, Frente Popular Francisco Villa, Sputnik, UGOCM, Ficam, Porfirio Diaz, Francisco Pablo, José Lopez, Emiliano Zapata, Vera Cruz, Oaxaca, Morelos, Puebla, Cidade do México, México
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