23:34 14 Julho 2020
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    A economia da Rússia conseguiu adaptar-se às difíceis condições macroeconômicas e está mostrando os primeiros sinais de estabilização, disse Alexis Rodzianko, presidente e diretor-geral da Câmara de Comércio dos EUA (AmCham, na sigla em inglês) na Rússia.

    "Eu acho que o processo de estabilização já começou. O rublo está parado por algum tempo, ou ainda reforçando. Os russos se acostumaram à "nova normalidade", e entenderam que é necessário se adaptar e seguir em frente", disse Rodzianko à RIA Novosti.

    Em fevereiro, o ministro russo de Desenvolvimento Econômico, Aleksei Ulyukayev, afirmou que a economia do país pode voltar a crescer ainda em 2016.

    "Eu não diria que a situação piorou, mas é um fato que chegou a um impasse. Será muito importante acompanhar o assunto, porque em junho a UE reverá o possível prolongamento das principais sanções: as que afetam o sistema bancário e as empresas de energia", disse Rodzianko.

    O alto funcionário afirmou que ele não viu nenhuma ação política no sentido de aliviar as sanções, “mas, por outro lado, o tempo está simplesmente passando e começou o processo de reflexão sobre se alguém ainda precisa delas ou não".

    Em 2014, depois dos acontecimentos na Crimeia, a União Europeia e os Estados Unidos sancionaram os principais setores da defesa, energia e setor bancário da Rússia e acusaram Moscou de provocar o conflito no Leste da Ucrânia. A economia russa sofreu uma dura crise econômica como consequência da desvalorização do rublo, dos baixos preços do petróleo e das sanções.

    A Rússia tem refutado todas as alegações, dizendo que as sanções ocidentais são contraproducentes. Em resposta às medidas restritivas impostas pelo Ocidente, a Rússia anunciou um embargo alimentar aos produtos originários dos países que introduziram sanções.

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    Tags:
    sanções, economia, rublo, Ria Novosti, Alexis Rodzianko, Aleksei Ulyukayev, Ucrânia, Moscou, Crimeia, União Europeia, EUA, Rússia
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