14:35 20 Outubro 2019
Ouvir Rádio
    Soldados israelenses monitoram a fronteira Israel–Síria.

    Israel realizou dezenas de ataques na Síria para impedir o fortalecimento do Hezbollah

    © AP Photo / Ariel Schalit
    Mundo
    URL curta
    21524
    Nos siga no

    O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reconheceu o fato dos militares israelenses terem realizado "dezenas de ataques" em território da Síria, com objetivo de impedir que os militantes do movimento Hezbollah, que combatem do lado do presidente Bashar Assad, recebessem armamentos.

    A imprensa internacional notificou de modo regular a participação israelense em bombardeios de armazéns, de comboios e outros alvos no país vizinho. Jerusalém, em geral, se abstinha de comentários, mas, todas as vezes quando a sua participação era mencionada, manifestava prontidão para usar força no caso da possibilidade dos grupos radicais de terem acesso aos sistemas balísticos, antimísseis ou armamentos químicos.

    "Quando é preciso agir, nós agimos. Agimos tanto aqui, quanto além das fronteiras do nosso Estado, realizando dezenas de ataques, para impedir o acesso de Hezbollah aos armamentos capazes de romper o frágil equilíbrio de forças", disse Netanyahu, que visitou exercícios dos fuzileiros israelenses nas Colinas de Golã, nas proximidades da fronteira com a Síria. 

    "Atuamos também em outras frentes de batalha, distantes e próximas, mas de forma pensada e equilibrada", citou as palavras de Netanyahu a sua assessoria de imprensa. 

    Políticos e militares israelenses costumam afirmar que Hezbollah é, potencialmente, um dos principais inimigos na região. O movimento chiita libanês, apoiado por Irã, declarou guerra ao Israel em 2006. Nos últimos anos, porém, o foco do grupo tem se deslocado para os combates na Síria.

    Mais:

    Quando a verdade pouco importa: Israel bombardeia a Síria
    Israel abre fogo contra a Síria em resposta a fogo perdido
    Netanyahu: Israel tomará as medidas necessárias para prevenir ataques da Síria
    Tags:
    Guerra Civil Síria, Hezbollah, Benjamin Netanyahu, Colinas de Golã, Líbano, Síria, Israel
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar