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    Após campanhas fracassadas na “Guerra ao Terror”, a OTAN insiste em ver a Rússia como ameaça para justificar a existência da aliança militar, afirmou George Szamuely, autor do livro “Bombas pela Paz: a guerra da OTAN na Iugoslávia”, à Radio Sputnik.

    A OTAN adota uma retórica de paz, mas suas ações falam mais do que palavras, disse Szamuely.

    “Desde o fim da Guerra Fria, a OTAN seguidamente busca usar várias tarefas para justificar sua própria existência, então continua a tentar inventar alguma nova missão para si mesma: tivemos a guerra global contra o terror, tivemos intervenção humanitária, tivemos os ataques na Líbia e tivemos seu envolvimento na Síria.”

    “A Rússia não significa ameaça nenhuma. O que a OTAN descreve como ameaça russa existe porque a OTAN avançou centenas de milhas para o leste, na direção das fronteiras russas, e classifica as forças russas, posicionadas em seu próprio país e nenhum outro lugar, como uma ameaça a OTAN simplesmente porque a OTAN se mudou para as fronteiras russas”, disse o escritor.

    “Recentemente, o Presidente Obama que está quadruplicando o dinheiro para o que ele chama de Inciativa de Garantia Europeia, que envolve colocar mais homens e mais soldados no centro e no leste da Europa.”

    Uma aliança entre Rússia e OTAN deveria ser possível porque ambos têm no Daesh um inimigo em comum, mas a probabilidade de isso acontecer depende do resultado das eleições (presidenciais) nos EUA”, afirmou Szamuely.

    “Deveria ser possível, já que não há conflito de interesse entre Rússia e OTAN, a não ser pelo que que a própria OTAN criou com sua incessante expansão para as fronteiras da Rússia e seus comentários idiotas feitos em 2008, de que a aliança deveria englobar Ucrânia e Geórgia.”

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    Tags:
    ameaça russa, expansão, fronteiras, militar, Guerra Fria, Conselho Rússia-OTAN, OTAN, Barack Obama, Rússia
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