19:51 21 Julho 2018
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    Estudantes da Universidade Al-Baath em manifestação a favor da operação militar russa na Síria

    Sírios festejam Putin após retirada de tropas russas

    © Sputnik / Dmitriy Vinogradov
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    Retirada das forças russas da Síria (28)
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    O povo sírio mostra enorme gratidão com os militares russos e as Forças Aeroespaciais, e a popularidade de Vladimir Putin vai às alturas no país.

    A retirada parcial das tropas russas na Síria é assunto importante para a comunidade síria, mas a fé na ajuda de Moscou mantém-se inalterada, segundo a imprensa dos Estados Unidos.

    “Cartazes com frases como ‘Juntos contra o terrorismo’ são visíveis em postos de controle, generais do Exército sírio se referem ao presidente russo como ‘Abu Ali Putin’ e algumas escolas sírias já começaram a dar aulas de russo”, relatou Loveday Morris no jornal Washington Post.

    Professor de Relações Internacionais da Universidade de Damasco, Bassam Abu Abdullah fala sobre a retirada de aviões russos da Síria e afirma que a decisão do Kremlin prova que os russos preferem o caminho da diplomacia.

    Segundo o professor, a medida não significa um rompimento de relações com o Presidente Bashar Assad, já que até aliados têm suas diferenças. “Entre Estados Unidos e Israel, também há diferenças, mas eles continuam aliados. A oposição afirmou que a presença de militares russos interferia no diálogo”, explicou o professor.

    “Seis meses de ataques aéreos russos ajudaram Assad a reduzir e, depois, inverter as perdas no campo de batalha, com suas forças retomando mais de 10 mil quilômetros quadrados de território. Ao iniciar uma retirada, Moscou parece estar pressionando para um acordo político, já que começa uma nova rodada de conversas de paz em Genebra durante um cessar-fogo que trouxe algum alívio da violência”, diz o texto do Washington Post.

    Abdullah acredita ser natural que dois países tenham visões estratégicas diferentes sobre como o conflito deve terminar.

    No bairro de al-Zahira, no sul de Damasco, Hassan al-Burni, que chefia a milícia local Força de Defesa Nacional, que defende o governo, declarou que os ataques aéreos russos ajudaram mas não foram um fator decisivo.

    “Vencer depende de botinas no solo”, disse o comandante. “E nós temos isso”, completou.


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    Tags:
    cessar-fogo, diálogo de paz, retirada, apoio, Washington Post, Bashar Assad, Vladimir Putin, Rússia, Síria
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