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    Um documento secreto recentemente tornado público mostrou laços entre a famosa estilista Coco Chanel e a inteligência nazista.

    Historiadores franceses divulgaram na noite nesta quarta-feira (16) que os novos arquivos de documentos desclassificados mostram a ligação de uma das mulheres franceses mais famosas do século XX – Coco Chanel – e a inteligência alemã nos tempos da Segunda Guerra Mundial.

    A respectiva informação foi divulgada pela agência de notícias AP.

    Ao comandante PAILIQUE do comandante NUGGERIDGE PARIS, 13 de novembro de 1944 Uma fonte em Madrid informou-nos que a senhora CHANEL era em 1942-1943 a amante e agente do barão GUENTER von DINKLAGE. DINKLAGE tinha sido adido na embaixada da Alemanha em PARIS em 1935. Ele trabalhou como propagandista e era suspeito de ser agene. A mesma fonte em MADRID disse que a senhora CHANEL, por razões pessoais, convenceu o barão a sair da ITÁLIA.
    © AP Photo / Francois Mori
    Ao comandante PAILIQUE do comandante NUGGERIDGE PARIS, 13 de novembro de 1944 Uma fonte em Madrid informou-nos que a senhora CHANEL era em 1942-1943 a amante e agente do barão GUENTER von DINKLAGE. DINKLAGE tinha sido adido na embaixada da Alemanha em PARIS em 1935. Ele trabalhou como propagandista e era suspeito de ser agene. A mesma fonte em MADRID disse que a senhora CHANEL, por razões pessoais, convenceu o barão a sair da ITÁLIA.
    Os documentos tornados públicos estavam guardados no castelo medieval de Vincennes (ao leste de Paris) incluem detalhes de operações realizadas por espiões alemães que estavam procurado por membros da resistência francesa, ações secretas do governo de Charles de Gaulle e esforços de localizar criminosos de guerra.

    Um documento que faz parte do arquivo sobre Chanel revelou que a estilista era suspeita de ser “a amante e agente do barão Guenter von Dinklage”, ex-embaixador e suposto agente da Alemanha nazista, entre os anos 1942 e 1943.

    Frederic Queguiner, responsável pelo arquivo dos serviços especiais francesas declarou a jornalistas que o Abwehr, o serviço de inteligência alemão, classificou Coco Chanel como agente. Assim, a mulher famosa poderia ter fornecido informações ao Abwehr ou colaborar com os alemães nazistas.

    ​Cabe lembrar que é geralmente acreditado que depois da prisão do seu sobrinho, Chanel estabeleceu contato com as autoridades alemãs, e depois da libertação da França, foi acusada de colaborar com nazistas e foi expulsa da França.

    Outro possível informante de serviços secretos

    Mais cedo, em fevereiro de 2016, foi divulgado que o ex-presidente da Polônia Lech Walesa poderia ter trabalhado como informador de serviços segredos comunistas nos anos 1970. O político negou publicamente as acusações.

    Tags:
    documentos, inteligência, nazismo, Segunda Guerra Mundial, Alemanha, França
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