03:45 28 Fevereiro 2020
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    A guarda costeira disse que o barco pescava sem permissão a 1.300 quilômetros ao sul de Buenos Aires na terça-feira (16), isto é, havia penetrado na zona econômica exclusiva da Argentina. Depois de receber advertências, o barco apagou as luzes e tentou fugir para águas neutras.

    A pesca é um problema perene no Atlântico e no Oceano Austral, mas é altamente incomum que tais incidentes terminem com uma embarcação a ser afundada.

    O Ministério do Exterior da China disse em seu site que tinha recebido informações de que os 32 marinheiros chineses a bordo foram resgatados ilesos, quatro pela guarda costeira e os outros por barcos chineses nas proximidades.

    O capitão do barco será entregue à polícia argentina e julgado.

    Pequim "expressou grave preocupação por este incidente e apelou para a Argentina fazer uma investigação imediata e exaustiva, transmitindo os detalhes para a China", disse o porta-voz Lu Kang na quarta-feira (16).

    Os vizinhos de Pequim, Seul e Hanói, acusam muitas vezes os navios chineses de entrarem ilegalmente em suas águas.

    A Argentina anunciou em 2012 ter capturado dois navios chineses que efetuavam ilegalmente a pesca de lula na sua zona econômica exclusiva, depois de disparar tiros de advertência. Na época, os relatórios locais indicavam que a pesca chinesa ilegal foi muitas vezes facilitada por funcionários corruptos no governo e na guarda costeira argentina.

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    Tags:
    barco pesqueiro, Atlântico Sul, China, Argentina
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