02:23 06 Junho 2020
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    Para a mídia da China, a alegada “ameaça chinesa” é um mito propagado pelo Ocidente.

    O plano chinês de aumentar o seu orçamento militar em 7,6% — o menor em seis anos – é um passo racional que contribui para o desenvolvimento econômico do país. Esta decisão não dá espaço ao clichê sobre a “ameaça chinesa” divulgada por algumas forças ocidentais, diz-se em um comentário publicado pela agência Xinhua.

    Na verdade, com o menor aumento da despesa desde 2010,o orçamento militar chinês ainda constitui um terço do orçamento de defesa dos EUA.

    Esta crítica é apenas uma campanha intencional organizada pelo Ocidente para difamar a China e mostrar a ameaça que esta alegadamente representa como forma de manterem eles próprios o seu enorme orçamento.

    Se o Ocidente quiser ver as coisas de forma objetiva, verá que este aumento é uma atualização normal e racional do orçamento para um país que segue uma política nacional defensiva, que tem mais território do que os EUA e aguas territoriais mais extensas do que o México, águas que devem ser protegidas.

    A legitimidade do aumento do orçamento possui três aspectos.

    Em primeiro lugar, a defesa do seu território com orçamento adequado é um direito sagrado garantido pela lei internacional para todos os países, inclusive a China. Isto significa que a ampliação do orçamento militar em conformidade com as necessidades da defesa é um assunto exclusivamente interno da China. Jogando pedras, o Ocidente na verdade interfere nos assuntos internos da China.

    Em segundo lugar, por causa do embargo ocidental de armas, Pequim não tem outro remédio senão confiar em si mesmo no que tange à modernização das suas Forças Armadas a partir do zero, coisa que sem dúvida requere bastantes despesas. Ao mesmo tempo, após a ampliação o orçamento ainda constitui cerca de 1,5% do PIB da China, o que é um valor mais baixo do que os 2,6% de média no mundo. Nos EUA, este índice atinge 4%.

    Em terceiro lugar, com o aumento de frequência de invasão de navios e aviões militares nas águas territoriais da China, os EUA e alguns dos seus aliados continuam buscando o “ponto de ebulição” da China, mascarando tais ações com a “liberdade de navegação”. A China não pode aparar estes desafios somente possuindo barcos sampan (barco tradicional chinês) e telescópios. As Forças Armadas da China, que nunca provocavam guerras com qualquer outro país, devem ser modernizadas e isso requer a existência de um orçamento militar correspondente.

    Tudo isto significa que o aumento do orçamento militar chinês na verdade é muito modesto e os que o criticam servem-se da ideia da “ameaça chinesa” ou a da ilusória hegemonia chinesa.

    A campanha de difamação contra a China mostra claramente que Washington e alguns dos seus aliados escolheram a perigosa aproximação isolacionista à questão do desenvolvimento chinês. Pintando a China como um país que aspira à hegemonia, o Juggernaut (palavra que vem do sânscrito e significa uma força cega que destrói tudo no seu caminho) na verdade conduz um jogo chamado “Ladrão grita: 'Agarra que é ladrão!'”.

    A melhor solução para o Ocidente, nomeadamente para os EUA, seria alargar o horizonte estratégico e pensar em variantes de futuro em que haja cooperação e não confrontação entre a China e o Ocidente. Esta é uma missão que nenhuma das partes se pode permitir falhar.

    Tags:
    defesa, exército, modernização, orçamento, Xinhua, Ocidente, China, EUA
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