14:31 27 Maio 2018
Ouvir Rádio
    Militantes do Daesh em Fallujah, no Iraque

    Ex-membro do Daesh revela 22 mil nomes dos terroristas

    © AP Photo / File
    Mundo
    URL curta
    20181

    Um cartão de memória com dezenas de milhares de documentos, inclusive 22 mil nomes e contatos dos militantes do Daesh foi passado para a mídia ocidental.

    Nomes, datas de nascimento, cidades natais, números telefônicos, nomes de escolas, tipos sanguíneos de todos os recrutadores potenciais do Daesh foram entregues para o canal britânico Sky News. Os documentos são fichas de dados dos membros potenciais do Daesh que devem ser preenchidas antes de aceitar uma pessoa no Daesh.

    O Sky News afirmou que os dados foram entregues por um dos ex-membros do Daesh. O cartão de memória foi roubado do grupo de segurança interna dos terroristas e contém informações sobre jihadistas desconhecidos de mais de 50 países.

    Agora a agência de segurança do Reino Unido está examinando os documentos vazados para determinar se são autênticos ou não.

    ​Um especialista francês do canal France 24, Wassim Nasr, afirmou na sua página no Twitter:

    “Se calhar, a parte de informações é autêntica mas os documentos restantes têm sido alterados para que sejam mais valiosos nos olhos de compradores diferentes”.

    Segundo o jornal britânico The Guardian, a inteligência alemã também obteve acesso a estas informações e já confirmou a sua autenticidade.

    O homem que alegadamente tinha roubado o pendrive é um ex-membro do Exército Livre da Síria que entrou no Daesh, mas ficou desiludido com o grupo terrorista dizendo que regras islâmicas foram deturpadas dentro do grupo.

    Serviços de segurança dos países europeus pensam que 5 mil pessoas viajaram para a Síria para entrar no Daesh. Se os documentos forem autênticos este número tornará demasiadamente subestimado.

    Mais:

    Milícia iraquiana revela tecnologia do Daesh para produzir armas químicas (VÍDEO)
    Tags:
    terrorismo, documentos, Daesh
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik