10:08 23 Janeiro 2018
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    Barack Obama em 2008, sendo senador de Illinois e candidato à presidência, saúda os jogadores e treinadores do Tampa Bay Rays

    Washington nega encontro com líder da revolução

    © AFP 2018/ EMMANUEL DUNAND
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    Normalização de relações entre Cuba e EUA (67)
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    Na tarde da quarta-feira (9), Washington negou a possibilidade de encontro entre Barack Obama e Fidel Castro durante a visita do mandatário norte-americano à ilha, em 20-22 de março.

    Citado pela Reuters, o vice-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Ben Rhodes, disse que o presidente Obama irá ter um encontro com o presidente de Cuba, Raúl Castro. Mas o ex-presidente e líder da revolução cubana (e também irmão do presidente), Fidel Castro, ficará fora da agenda norte-americana.

    Além disso, Rhodes frisou que Obama não irá cumprir as exigência de Havana e fechar a Rádio e TV Martí, órgãos de mídia criados pela agência Broadcasting Board of Governors (BBG) para transmitir propaganda anticomunista aos habitantes da ilha.

    Troca midiática

    O site da própria Martí confirma esta informação destacando que o anúncio da Casa Branca foi feito um dia depois da detenção, na capital cubana, de vários líderes oposicionistas — e da publicação de um editorial importante pelo Granma, jornal oficial do Partido Comunista de Cuba.

    O editorial, que antecipa a visita do presidente Barack Obama, destaca que "será a segunda ocasião que um mandatário norte-americano chega ao nosso arquipélago". Com efeito, a última visita de tal envergadura foi realizada no longínquo ano de 1928, pelo então presidente Calvin Colidge, com motivo da VI Conferência Panamericana.

    No ano passado, quando Havana voltou a ter, pela primeira vez em 54 anos, uma embaixada dos EUA — e Washington, uma embaixada de Cuba, foi o secretário de Estado, John Kerry, quem visitou a Ilha da Liberdade.

    O editorial do Granma reitera também a exigência de "abandonar a pretensão de fabricar uma oposição política interna, sufragada com o dinheiro dos contribuintes norte-americanos" e de "pôr um fim às agressões radiais e televisivas contra Cuba em franca violação do Direito internacional".

    Miami

    Antes da visita a Cuba, Ben Rhodes irá a Miami, em 11 de março, onde irá se encontrar com os representantes da comunidade cubana. Em seu Twitter, ele disse que vai "viajar a Miami para encontrar-se com os cubano-americanos que acompanham com ansiedade a nossa política cubana".

    ​Miami, metrópole dos EUA que fica mais perto da ilha caribenha, é também a capital informal dos dissidentes cubanos. Barack Obama irá assistir a um jogo de beisebol entre o time nacional cubano e o time americano Tampa Bay Rays.

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    Ben Rhodes, John Kerry, Raúl Castro, Fidel Castro, Barack Obama, Miami, Cuba, EUA
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