23:56 20 Agosto 2018
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    Homens carregam imagem de Berta Cáceres em funeral da líder indígena assassinada em Honduras

    Líder indígena assassinada é lembrada pela ONU no Dia Internacional da Mulher

    © REUTERS / Jorge Cabrera
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    A Organização das Nações Unidas (ONU) destacou ontem (7), na véspera do Dia Internacional da Mulher, o papel da líder indígena Berta Cáceres, assassinada na última quinta-feira (3) em Honduras.

    ​"O Dia da Mulher é um momento de reflexão sobre os progressos alcançados, uma chamada para a mudança e uma celebração dos atos de coragem de muitas mulheres em todo o mundo", disse a representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) na Bolívia, Ana Angarita.

    Durante cerimônia realizada em La Paz, segundo relata a TeleSur, indígenas peruanas condenaram o assassinato da ativista hondurenha e destacaram a atuação de muitas outras mulheres que, como Cáceres, têm papéis importantes na sociedade.

    ​De acordo com Angarita, Cáceres foi uma "grande líder que recebeu ameaças de morte por suas lutas". A representante da ONU lamentou que as autoridades não tenham feito nada para impedir o assassinato da mulher que se opôs à construção de uma barragem hidroelétrica que ameaçava deslocar centenas de povos indígenas de suas terras em Honduras, bem como à instalação de uma base militar dos EUA que, nas palavras de Cáceres, era "um projeto de dominação e colonização com o propósito de saquear os recursos dos bens comuns da natureza" na nação da América Central.

    Nesta terça-feira (8), o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo global pelo empoderamento das mulheres como forma de acabar com a discriminação e os flagelos sofridos por elas.

    ​"[Mulheres] correm o risco de morrer durante o parto nas regiões mais pobres; com demasiada frequência meninas recém-nascidas são submetidas à mutilação genital feminina e outras em idade escolar são atacadas em seus caminhos para a escola", lamentou o secretário-geral.

    De acordo com o alto diplomata, não menos preocupante é o impacto dos conflitos mundiais sobre a vida das mulheres, bem como a rejeição e o empobrecimento de viúvas.

    "Nós só podemos fazer frente a estes problemas empoderando-as como agentes de mudança", acrescentou.

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    Tags:
    agentes de mudança, empoderamento, parto, assédio sexual, mutilação genital, discriminação, mulheres, assassinato, indígenas, mortes, Dia Internacional da Mulher, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Nações Unidas, ONU, Ana Angarita, Berta Cáceres, Ban Ki-moon, Honduras
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