02:32 14 Dezembro 2017
Ouvir Rádio
    Konstantin Yaroshenko

    Piloto russo preso nos EUA diz que tentam 'eliminá-lo fisicamente'

    © Foto: Youtube/ RT
    Mundo
    URL curta
    30254

    O piloto russo, Konstantin Yaroshenko, preso nos EUA desde 2010, declarou que as autoridades norte-americanas, violando uma série de seus direitos humanos, tentam "eliminá-lo fisicamente", para que ele não possa revelar toda a verdade sobre os crimes do Escritório dos EUA para o combate às drogas.

    No final de janeiro, depois de repetidas queixas sobre o estado de saúde de Yaroshenko, foi realizada uma cirurgia em uma clínica particular em Trenton, New Jersey. Logo após a cirurgia, ele foi devolvido à prisão, onde, de acordo com a sua família e advogado, nos primeiros momentos não foram fornecidos os medicamentos necessários e as condições para sua recuperação.

    Konstantin Yaroshenko
    © Foto: Konstantin Yaroshenko's lawyer
    "Tudo isto e muito mais fazem as autoridades dos EUA para me pressionar, para minha eliminação física, para que eu não revele toda a verdade sobre os crimes do Escritório dos EUA para o combate às drogas", disse Yaroshenko, em uma entrevista por carta à agência Sputnik. 

    "O lema das autoridades dos EUA em relação a mim: não existe ninguém — não há problema. Mas acabou que eu eu estou vivo. Não me levaram à morte na Libéria, não me torturaram, realizando experimentos médicos comigo, e eu ainda não estou morto, mesmo sem a prestação de cuidados médicos adequados", disse o russo.

    Yaroshenko foi preso na Libéria, em 2010, por suposto tráfico de cocaína. Ele foi transferido aos EUA e sentenciado a 20 anos de prisão. Autoridades russas vêm repetidamente expressando preocupação com as circunstâncias de sua prisão e com as condições nas quais o cidadão russo está sendo detido. 

    Em fevereiro de 2014, Yaroshenko se queixou de fortes dores no coração, tontura e náusea, temendo que estes teriam sido sintomas de um ataque cardíaco iminente. Em maio de 2015, o juiz rejeitou a defesa de Yaroshenko de que o processo fosse reexaminado. Moscou tem repetidamente manifestado preocupação com a saúde do piloto e declarou a sua disponibilidade para continuar trabalhando em observar a garantia de seus direitos.

    Ao comentar para a agência Sputnik o tratamento que recebeu após a operação, Yaroshenko disse que sua condição não foi verificada por médicos. "Somente uma semana após eu ter manifestado queixas sobre dores insuportáveis e aparecimento de problemas pós-operatórios à minha família, ao advogado Aleksei Tarasov e às autoridades da Rússia, eu fui rapidamente atendido por enfermeiros da prisão. Nenhum médico!", afirmou o piloto. 

    "Anteriormente, por reais declarações negativas da minha parte em relação aos EUA me jogaram em uma solitária em um chão de concreto (…) Assim é a democracia e os direitos humanos nos EUA", criticou o russo, acrescentando que o médico só foi vê-lo mais de três semanas depois sem realizar nenhum exame médico.

    "Em conexão com a violação das leis, eu exijo a minha extradição imediata. Os EUA exigem de todo o mundo uma estrita observância das leis e convenções internacionais, mas eles descaradamente desrespeitem suas obrigações internacionais. Eles exigem que a Federação Russa, China, Coreia do Norte e outros, respeitem os direitos humanos. E em relação aos meus direitos? Eu não sou um homem?", disse Yaroshenko.

    Ao falar das relações entre a Rússia e os EUA, ele disse ter certeza de que na Rússia não existem cidadãos norte-americanos que se encontram detidos sob condições artificiais, com um caso fabricado pelas agências de segurança ou quaisquer outros órgãos russos, seja no território da Rússia, seja no território de outros países.  

    Mais:

    Combatentes sírios fazem tributo a piloto russo morto a bordo do Su-24
    Piloto russo preso nos EUA é operado sem preparação
    Rússia exige que Turquia leve à prisão assassino de piloto do Su-24
    Avião com o corpo do piloto do Su-24 russo aterrissa em Moscou
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik