16:49 22 Abril 2021
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    A maioria dos cidadãos ucranianos tem uma atitude negativa relativamente ao seu atual governo. Estes são resultados de uma pesquisa realizada pela empresa ucraniana Research&Branding Group entre 3 e 11 de Fevereiro deste ano.

    Em fevereiro do ano em curso, 65% dos respondentes não confiavam no atual governo ucraniano e 18% expressaram a sua indiferença em relação ao poder político no país.

    Um total de 73% dos que participaram da pesquisa não aprova as ações do presidente ucraniano Pyotr Poroshenko, contra os 31% registrados em agosto de 2014 quando Poroshenko chegou ao poder.

    A maioria dos ucranianos (57%) considera que o presidente escolheu uma linha política errada para resolver a crise no leste da Ucrânia.

    A política do primeiro-ministro ucraniano Arseny Yatsenyuk suscita críticas de 84% dos interrogados, uma subida de 50% desde agosto de 2014, quando o premiê da Ucrânia não agradava a 34% dos respondestes.

    Quanto à confiança dos ucranianos nas instituições do país, em primeiro lugar está o Exército da Ucrânia (61%), a Igreja (58%), as organizações sociais (55%). As instituições que merecem menor confiança são os partidos políticos (5%), a Procuradoria (7%) e o Banco Nacional da Ucrânia (8%).

    Passados dois anos após do golpe de Estado, a maioria absoluta dos ucranianos (83%) acredita que no país permanece em uma situação política instável.

    Um terço dos cidadãos ucranianos interrogados durante a pesquisa declararam que pensam que a Ucrânia atingiu maior êxito sob a liderança do ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma, 12% expressaram-se a favor de Viktor Yanukovich e somente 5% associaram o progresso com o nome do presidente Pyotr Porosheko.

    A crise política eclodiu na Ucrânia em novembro de 2013, quando as autoridades do país anunciaram a intenção de suspender o processo de integração europeia. Os protestos que começaram em Kiev, apoiados pelo Ocidente, levaram a um golpe de Estado em 22 de fevereiro de 2014, forçando o então presidente Viktor Yanukovych a fugir do país.

    Dois meses depois, Kiev lançou uma operação militar contra os independentistas no Sudeste do país, que não reconheceram a nova liderança no poder central.

    Tags:
    primeiro-ministro, presidente, confiança, pesquisa, política, Arseny Yatsenyuk, Pyotr Poroshenko, Ucrânia
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