23:48 15 Dezembro 2019
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    O bairro bancário de Dresde (na foto) também vai ter que reagir às avaliações do Citi

    Potências desenvolvidas causam recessão mundial

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    Depois de vários anos de crescimento estável, o mundo enfrenta uma onda de recessão global.

    Esta é a estimativa divulgada pela agência internacional Bloomberg, que cita uma equipe de economistas do Citigroup, dirigida por Willem Buiter.

    "A nosso ver, o crescimento da economia mundial está em uma situação muito precária, depois de dois ou três anos de calma relativa", disse a equipe em uma nota divulgada em 25 de fevereiro.

    Segundo os economistas, um dos fatores da futura eventual recessão é a "fraqueza persistente da economia mundial", ligada à "desaceleração cíclica e estrutural na China" e à "instabilidade da sua moeda [a chinesa]".

    A China é a maior economia emergente do mundo. Em outubro do ano em curso, a sua moeda, o yuan renminbi ("moeda popular", nome oficial do yuan) fará a sua estreia na qualidade de moeda de reserva internacional.

    Segundo o Citigroup, nos países desenvolvidos, a taxa de crescimento em 2016 será de 1,6%, contra a prévia estimativa de 2,4%. Este indicador pode ser rebaixado ainda mais, alertam os economistas.

    Já no mundo, o crescimento econômico será de 2%, algo que o Citigroup avalia como uma recessão global.

    Mas desta vez, o freio econômico está principalmente nas economias desenvolvidas, advertem os especialistas. Os mercados emergentes, no entanto, parecem ter expectativas maiores.

    Retirada

    Na semana passada, o Citigroup anunciou a sua retirada parcial da Argentina. Trata-se de negócios minoristas de serviços bancários para pessoas físicas. No entanto, o grupo manterá a sua atividade no Brasil.

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    Tags:
    recessão, Citigroup
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