03:40 19 Novembro 2018
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    Cecil, o leão mais amado do mundo, morto em julho de 2015 por um dentista norte-americano

    Efeito Cecil: Zimbábue pode abater 200 leões com falta de caçadores

    © REUTERS / A.J. Loveridge
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    O parque ambiental de Bubye Valley, no Zimbábue, anunciou que está considerando a possibilidade de sacrificar 200 leões devido à superpopulação gerada pelo chamado "efeito Cecil”.

    ​O escândalo causado pela morte do leão Cecil no ano passado afetou as populações desses felinos ao afugentar os caçadores. Atualmente, Bubye Valley, o maior parque ambiental do país, com cerca de 850 mil acres, abriga mais de 500 leões – a maior concentração da espécie selvagem em todo o Zimbábue.

    O problema é que o aumento populacional dos leões está gerando efeitos dramáticos para outros animais que lhe servem de presa, como antílopes, girafas, leopardos, guepardos e cachorros selvagens, que já estão mais vulneráveis este ano devido à seca na região.

    Cecil, uma verdadeira mascote do Zimbábue, foi monitorado durante toda a vida por cientistas da Universidade de Oxford. Amado pelos visitantes e habitantes do país africano, ele foi morto aos 13 anos de idade pelo dentista norte-americano Walter Palmer, que caçava no Parque Nacional de Hwange em julho de 2015. O incidente, repleto de detalhes cruéis, chocou o mundo e repercutiu fortemente nas redes sociais.

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    Tags:
    superpopulação, caçadores, parque ambiental, leões, leão, Walter Palmer, Cecil, Bubye Valley, Zimbábue
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