06:16 18 Janeiro 2018
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    Poço de petróleo nos arredores da cidade El Tigre, no Cinturão de Orinoco, uma das regiões mais ricas em petróleo no mundo

    Quatro fatos essenciais que você precisa saber sobre o petróleo

    © AP Photo/ Fernando Llano
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    O comentarista iraniano Emad Abshenass coletou para Sputnik quatro fatos mais importantes sobre o petróleo iraniano.

    No fundo da recente decisão da Rússia e Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) já apoiada por vários países sobre a congelação de volumes de produção de petróleo no nível de 11 de janeiro de 2016 o especialista enumerou especialmente para Sputnik os fatos mais importantes para compreensão da situação atual no mercado de petróleo.

    Irã e acordo de Doha

    Como já tinha declarado o ministro do Petróleo iraniano, Bijan Namdar Zanganeh, o seu país apoia os acordos atingidos na capital do Qatar, Doha, sobre a estabilização de volumes de exportação do petróleo por parte da OPEP. Mas ao mesmo tempo ele declarou que o Irã estabilizará um tipo de limite de exportações do seu petróleo.

    Após o levantamento das sanções, Teerã já tem várias vezes declarado que o Irã acaba de retornar ao mercado de combustíveis, ao oficialmente estabelecer a sua parte no mesmo. Este vazio, durante anos de sanções, foi substituído por outros membros da OPEP.

    OPEP tem limite

    Quer dizer, os países que aproveitaram desta fração do mercado atualmente estão obrigados a diminuir os seus desejos no mercado mundial de petróleo. Mas vemos uma imagem completamente contrária. A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e o Qatar não só não estão diminuindo a produção de petróleo, mas mesmo aumentam-na. Parece que ao ficar no cativeiro da sua politica externa agressiva estes países tentam declarar sobre si. Segundo o especialista, não devemos esquecer que durante últimos anos eles ativamente desfrutavam de um fundo econômico favorável na região: o Irã estava sofrendo das sanções e a Síria e o Iraque – de guerra. Riad abusou da sua posição por via de criar condições políticas para parar a exportação do petróleo da Líbia e Iêmen, afogando os compradores na sua oferta oleosa e sangrenta, opina Abshenass.

    Como resultado temos os preços mais baixos por barril dos últimos 20 anos. E mesmo nesta situação o Irã não perdeu tudo. O orçamento do país para o ano corrente não é baseado na exportação de petróleo. Ao mesmo tempo, para o país não é um tempo bom para sair ao mercado petrolífero e tomar lá o seu lugar devido.

    O Iraque está no mesmo caminho, também tendo em conta as suas intensificadas declarações sobre a introdução de um limite para extração e exportação do petróleo para aqueles que sistematicamente o ultrapassam.

    Petróleo contrabandeado é mais caro do mesmo petróleo

    Em relação ao tudo acima mencionado devemos também lembrar-nos do fato que o petróleo iraquiano nos últimos anos estava constantemente roubada. Porém como o sírio, libanês, iemenita… o Daesh (grupo terrorista, proibido na Rússia) e outros grupos terroristas estavam o vendendo por quase nada por via de contrabando. Como resultado, os lucros foram criados não pelo próprio recurso natural, mas pelas ações criminosas. Os contrabandistas de petróleo apoiados pelo governo da Turquia estavam aumentando os seus lucros com a velocidade da luz, sublinhou o especialista. Mas o controle sobre terroristas é sempre a mentira e o presidente turco Erdogan claramente continua obtendo provas disso.

    Irã nunca deixou o mercado de combustíveis

    Seria um engano pensar que nos tempos das sanções o Irã não tinha vias para o mercado de combustíveis. A sua presença neste só foi não oficial. 

    Turcos, árabes e outros intermediários venderam petróleo iraniano com as marcações de outros países a preços muitas vezes mais baixos do que os do mercado.

    Enquanto isso, atualmente, segundo declaram muitos próximos à chefia do Irã, que conhecem a situação, a presença iraniana neste mercado continua, mas o que é importante é que o país não pretende aumentar o volume das suas exportações. 

    Tags:
    opinião, petróleo, OPEP, Oriente Médio, Irã
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