22:41 22 Janeiro 2020
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    Kazuya Maruyama, deputado japonês do partido Democrático-Liberal (que está no poder), viu-se obrigado a renunciar por causa do escândalo sobre a sua declaração sobre o presidente norte-americano, Barack Obama.

    As palavras do deputado foram percebidas por muitos como uma demonstração de discriminação racial.

    “Agora, nos EUA, tornou-se presidente uma pessoa que tem sangue de negros. Ou seja, escravos. Na altura em que foi criado o Estado ninguém podia mesmo pensar em que um negro, escravo, poderia se tornar presidente”, disse Maruyama discursando no comitê constitucional da câmara alta do parlamento na quarta-feira (17).

    O presidente dos EUA Barack Obama
    © flickr.com / The White House
    À noite do mesmo dia o deputado pediu desculpas pela sua declaração, entretanto, a oposição e o partido Novo Komeito (aliado do partido no poder) afirmaram que só desculpas não bastam. Nesta quinta-feira (18), três partidos oposicionistas apresentaram à câmara alta do parlamento japonês um projeto de resolução exigindo que Maruyama renuncie ao cargo de deputado.

    Ao mesmo tempo, Maruyama afirma que não se condena e insiste que as críticas contra ele são errôneas.

    O pai do presidente norte-americano, Barack Hussein Obama sênior, nasceu no Quênia e chegou para os EUA na idade de 23 anos para estudar na Universidade de Havaí. Em 1963 abandonou os EUA, retornou para o Quênia e se tornou um economista famoso.

    Tags:
    deputado, discriminação, declaração, Barack Obama, EUA, Japão
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