13:59 25 Setembro 2017
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    Ex-primeiro-ministro da Ucrânia, Nikolai Azarov

    Azarov: ‘Yatsenyuk se demitirá quando Washington quiser’

    © REUTERS/ Maxim Zmeyev
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    O ex-premiê da Ucrânia Nikolai Azarov comentou o apelo ao atual premiê ucraniano para que se demita, feito pelo presidente Pyotr Poroshenko.

    Segundo declarou Azarov, ambos – o presidente e o primeiro-ministro da Ucrânia – agem de acordo com ordens provenientes de Washington e, mesmo que Yatsenyuk se demita, o seu posto será ocupado por mais uma marionete. 

    O político ucraniano fez a respetiva declaração em uma entrevista exclusiva à RT.

    Nesta quarta-feira (17) na Suprema Rada (parlamento) da Ucrânia foi realizada uma votação sobre a questão de apresentação de voto de desconfiança ao governo chefiado pelo premiê atual, Arseni Yatsenyuk, após o que o presidente do país apelou a ele para se demitir voluntariamente.

    Segundo Azarov, Poroshenko não poderia tomar esta decisão por si mesmo.

    “Ele é uma marionete que desempenha ordens dos americanos. Se Poroshenko fez tal declaração – alguém lhe disse para fazer isso”, sublinhou Azarov à RT. 

    Mesmo assim, segundo o ex-primeiro-ministro ucraniano, a demissão não irá mudar nada.

    “Yatsenyuk foi uma marionete, será substituída por outra semelhante”, disse.

    Falando sobre atividade do gabinete de ministros da Ucrânia, Azarov notou que não existem países no mundo nos quais o PIB tenha caído no mesmo grau. Ele declarou que não vê nenhum passo positivo que o governo atual tenha tomado.

    Enquanto isso, o político ucraniano destacou que, durante todo o tempo em que os salários reais caíram, a mortalidade aumentou e os preços subiram, as autoridades ucranianas fizeram obedientemente tudo o que Washington queria.

    "Além do mais, saíram para o pódio declarando que tudo isso é ‘uma exigência do FMI [Fundo Monetário Internacional]’. Você é um representante do FMI ou o primeiro-ministro da Ucrânia? Quando eu era o premie, para mim isso seria impossível. Eu também realizava negociações com o FMI, em algumas coisas concordava, em outras – não. Se eu via que a exigência do FMI contradizia a política econômica do país, eu logo recusava."

    Cabe mencionar também que, durante a votação na Suprema Rada a favor da demissão de Yatsenyuk, votaram 194 deputados dos 226 votos necessários para tomar a decisão. Azarov classificou o resultado e a própria votação como “nada mais do que um espetáculo”.

    Tags:
    opinião, demissão, Suprema Rada, Pyotr Poroshenko, Nikolai Azarov, Arseni Yatsenyuk, EUA, Ucrânia
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