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    Líderes do G8: a chanceler alemã Angela Merkel, presidente russo Vladimir Putin, primeiro-ministro britânico David Cameron e presdiente norte-americano Barack Obama depois da cúpula do grupo em Lough Erne, Irlanda do Norte, 18 de junho de 2014

    Alemanha espera que Rússia retorne para o G8

    © AFP 2018 / BEN STANSALL
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    O embaixador alemão na Rússia, Rudiger von Fritsch, disse em entrevista à RIA Novosti que a Alemanha deseja ver novamente a Rússia no grupo G8 o mais breve possível.

    “Esperamos vir a estar novamente sentados como parceiros a uma grande mesa de negociações no grupo G8 e usá-lo como fórum para dialogar sobre importantes assuntos internacionais”.

    A razão de a situação ser hoje diferente foi o conflito na Ucrânia. Desde o início desta crise, a Alemanha fez todo o possível para resolver a situação, afirmou o diplomata.

    Outrora, a Alemanha manifestou-se no G7 a favor de aceitar a Rússia no grupo, em resultado foi formado o G8.

    “A Alemanha manifestou-se a favor disso porque, em primeiro lugar, consideramos que a Rússia desempenha um grande papel internacional. Entretanto, por outro lado, foi resultado da nossa percepção de que, nas relações internacionais, devemos sempre tomar em conta os interesses da Rússia”.

    Segundo o embaixador alemão, apesar do conflito ucraniano, há muitos aspetos positivos nas relações bilaterais entre a Alemanha e a Rússia como a cooperação nas áreas do comércio, ciência, cultura e outras.

    Em abril de 2014, Kiev iniciou uma operação militar nas províncias de Donetsk e Lugansk para apagar os focos de insatisfação com a mudança violenta de poder no país, ocorrida em fevereiro do mesmo ano.

    As hostilidades deixaram mais de nove mil mortos e 20.700 feridos, segundo números da ONU.

    Atualmente, está em vigor na região um cessar-fogo acordado pelo Grupo de Contato Trilateral (Rússia, Ucrânia e OSCE) com o objetivo de solucionar a crise, mas os dois lados do conflito denunciam violações regularmente.

    Tags:
    cooperação, relações bilaterais, embaixador, G7, G8, Alemanha, Rússia
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